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Internacional

18/03/2019 às 07h42

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União dos Palmares / AL

Atrizes são processadas em 500 bilhões de dólares por esquema de suborno de faculdade
As atrizes provocaram um grande escândalo nos EUA.
Atrizes são processadas em 500 bilhões de dólares por esquema de suborno de faculdade
Lori Loughlin e Felicity Huffman (Foto: Reprodução )

Menos de uma semana depois de Lori Loughlin e Felicity Huffman serem presas e acusadas ​​de fazerem parte de um escândalo de suborno em faculdades dos Estados Unidos, as duas atrizes foram processadas por Jennifer Kay Toy, uma mãe furiosa com o esquema de fraude.


Lori, atriz de 'Três é Demais', e Felicity, conhecida por fazer parte do elenco principal de 'Desperate Housewives', estão entre os mais de uma dúzia de pais que estão sendo processados em US$ 500 bilhões (cerca de 1,9 trilhão de reais) por Jennifer Kay Toy. "Joshua se inscreveu para algumas das faculdades onde a farsa ocorreu e ele não entrou", disse a ex-professora em documentos judiciais obtidos pelo portal Deadline, sobre seu filho, que não conseguiu uma vaga na faculdade. "Joshua e eu acreditávamos que ele tinha uma chance justa, assim como todos os outros candidatos, mas não passou por algum motivo não revelado". Segundo ela, a culpa é que a vaga foi preenchida pelos filhos das atrizes após elas subornarem a faculdade.


O co-fundador da STX Entertainment, Bill McGlashan, também foi mencionado nos documentos do tribunal, assim como mais de 30 pais envolvidos na fraude. Huffman, Loughlin e seu marido, Mossimo Giannulli, foram todos presos pelo suposto envolvimento no caso. Felicity Huffman foi liberada após pagar fiança de US$ 250.000, enquanto Giannulli foi liberado após pagar fiança de US$ 1 milhão. Loughlin, que estava fora do país a trabalho, foi presa no dia seguinte e também liberada sob fiança de US$ 1 milhão.


ENTENDA O CASO
Agentes do governo americano descobriram o esquema que tinha por trás uma falsa fundação de caridade sem fins lucrativos usada para lavar dinheiro de doações milionárias para compra de vagas nas mais renomadas universidade americanas. Pais de aspirantes a alunos de Yale, Stanford, Georgetown e da Universidade do Sul da California pagavam entre US$ 200 mil e US$ 400 mil para o grupo liderado por William Rick Singer, de acordo com os documentos do processo. Entretanto, algumas pessoas chegaram a fazer pagamentos de US$ 6,5 milhões. Ao todo, os investigadores levantaram um total de US$ 25 milhões em propinas.


O golpe foi descoberto com a prisão de um empresário que realizava um esquema de encaminhamento para ajudar alunos a conseguirem "indicações" de responsáveis pelas admissões e de técnicos esportivos de universidades em troca de grandes quantias de dinheiro. Caso o "acordo" fosse com um responsável pela admissão, as notas e/ou as respostas do aluno no vestibular seriam manipuladas. Caso o contraventor fosse o técnico, o aluno ganharia o status falso de esportista no cadastro da instituição de ensino.


Loughlin e seu marido Mossimo Giannulli, o fundador da grife Mossimo, teriam pago US$ 500 mil para que suas duas filhas fossem colocadas em uma equipe esportiva da Universidade do Sul da California. Já Huffman e seu marido, William H. Macy, teriam feito uma "doação" de US$ 15.000 para dar um empurrãozinho para a filha mais velha passar no vestibular. A garota teve o dobro do tempo para resolver suas questões na prova de admissão, além de ter o "bônus" das respostas corrigidas pela supervisora "certa" da prova.

FONTE: Globo

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