Sexta, 07 de agosto de 2020
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Saúde

09/07/2020 às 16h57

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Redacao

União dos Palmares / AL

Superpropagadores do covid-19.
Algumas pessoas são superpropagadoras do corona.
Superpropagadores do covid-19.
Reuters

O que torna alguém um superpropagador? A questão é complexa e não há, por enquanto, uma resposta definitiva da ciência. No entanto, pesquisadores já apontam que um conjunto de componentes pode levar alguém a se tornar um superpropagador:


Fatores biológicos


Embora não se saiba bem o porquê, algumas pessoas apresentam maior carga viral em seus organismos. "Uma teoria aponta que o vírus reagiria de forma diferente em organismos de determinadas pessoas —talvez, por ter imunidade melhor, algumas consigam conter a reprodução viral. Quem tem essa carga maior poderia também oferecer maior risco de contágio quando entra em contato com outras pessoas", explica Rodrigo Araújo, professor de microbiologia da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e pesquisador de pós-doutorado na UFMG (Universidade Federal de Minas Gerais).


Fatores comportamentais


 "Pessoas que falam mais alto, exercem atividades que falam muito, como palestrantes, ou quem possui tosse crônica, também são potenciais superdisseminadores", aponta Igor Marinho, infectologista do Hospital das Clínicas da FMUSP (Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.


Isso por que essas ações fazem com que a pessoa solte gotículas de saliva, e a principal forma de contágio do novo coronavírus é justamente por meio das secreções respiratórias.


As pequenas gotas podem ficar em superfícies ou até serem aspiradas por quem está por perto. "Cada vez mais estudos científicos apontam a possibilidade do vírus também ficar no ar. As gotículas maiores caem, mas, aparentemente, partículas menores podem ficar suspensas durante algumas horas", indica Araújo.


Assintomáticos têm potencial de superdisseminação Infectados pelo Sars-CoV-2 que não apresentam sintomas —os chamados assintomáticos— podem achar que estão saudáveis e, sem saber, transmitir o vírus por onde passarem e para todos aqueles com quem mantiverem relações próximas, daí a importância de todas as pessoas seguirem as recomendações de distanciamento físico e prevenção. "Um bom caso para ilustrar isso é o da cozinheira norte-americana Mary Mallon, que infectou dezenas de pessoas com febre tifoide por ser portadora assintomática e crônica da bactéria causadora da doença.

FONTE: uol

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