Sexta, 07 de agosto de 2020
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Saúde

17/07/2020 às 19h05

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Redacao

União dos Palmares / AL

Hidroxicloroquina não tem efeito e deve ser abandonada, diz Sociedade Brasileira de Infectologia
SBI pede suspensão de cloroquina para doentes de Covid.
Hidroxicloroquina não tem efeito e deve ser abandonada, diz Sociedade Brasileira de Infectologia
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A Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI) divulgou novo posicionamento nesta sexta-feira (17) reafirmando ser contra o uso da hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19.


Desta vez, a SBI cita estudos publicados na quinta-feira (16) para alertar que a droga deixe de ser utilizada por pacientes em qualquer fase da doença, inclusive na sua prevenção.


 A SBI avalia que "dois estudos clínicos robustos" publicados em "revistas médicas prestigiosas" (veja os links abaixo) avaliaram o uso do medicamento no tratamento precoce. Os estudos comprovaram que a droga não foi eficaz e ainda trouxe complicações aos pacientes.


  Hidroxicloroquina não é eficaz no tratamento de casos leves da Covid-19, aponta estudo


·         Estudo de Oxford associa hidroxicloroquina ao agravamento de casos de Covid-19 e mortes


·          Diante dos novos estudos, a SBI lista como "urgente e necessário":


·         "que a hidroxicloroquina seja abandonada no tratamento de qualquer fase da Covid-19"


·          


·         "os agentes públicos, incluindo municípios, estados e Ministério da Saúde reavaliem suas orientações de tratamento, não gastando dinheiro público em tratamentos que são comprovadamente ineficazes e que podem causar efeitos colaterais"


·          


·         "que o recurso público seja usado em medicamentos que comprovadamente são eficazes e seguros para pacientes com COVID-19 e que estão em falta"


·         Na quinta-feira, o Ministério da Saúde enviou um ofício à Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), no Rio de Janeiro, pedindo que a instituição dê ampla divulgação ao tratamento com uso de cloroquina e hidroxicloroquina como medicamentos que podem ser utilizados nos primeiros dias de sintomas de Covid-19.


O pedido levou a reações, como a de um dos coordenadores da Fiocruz em Brasília, que classificou o ofício como "pouco profissional".


Nesta sexta, o Ministério voltou a defender seu protocolo. O secretário de Ciência, Tecnologia, Inovação e Insumos Estratégicos, Hélio Angotti Neto, disse que "não há um consenso científico" sobre a droga, apesar de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter suspendido os testes com o medicamento.

FONTE: globo.com

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