
Em medida anunciada nessa terça-feira (18), o CSA se juntou a outros times do Brasil ao entrar com um processo de recuperação judicial para encontrar uma solução para os endividamentos, que paralisam o fluxo de caixa e impedem o desenvolvimento do lado esportivo. No entanto, a resolução vem acompanhada de uma tensa negociação com os credores e a possibilidade de falência por conta das dívidas.
Mas, a curto prazo, o que muda na vida do clube alagoano a partir de agora? O TNH1 teve acesso ao pedido jurídico do clube para tirar as dúvidas que ficaram nas cabeças dos torcedores.
Dívida de quase R$ 20 milhões - O CSA vem sofrendo financeiramente desde a queda para a Série B no ano de 2019. No ano seguinte, o mundo do futebol parou por conta da pandemia e o Azulão sentiu nos cofres a paralisação e adiamentos dos campeonatos. Mesmo com a volta dos jogos, vale lembrar que, por conta das restrições de saúde na época, o clube teve que jogar com os portões fechados.
Apesar do retorno do público no segundo semestre de 2021, o estádio Rei Pelé fez o processo de retomada de forma gradual, onde era preciso obedecer a porcentagem máxima permitida. A venda de ingressos chegou a ser limitada para ocorrer apenas de forma eletrônica e o acesso às partidas somente permitido para quem havia tomado a 1ª e 2ª, ou dose única, do imunizante contra a Covid-19, ou quem apresentasse o teste negativo.
Mas a crise econômica não ficou restrita aos prejuízos da pandemia. No ano de 2021, o CSA deu início à construção do CT Gustavo Paiva, o novo centro de treinamento, localizado no Benedito Bentes, parte alta de Maceió. Inicialmente, foram investidos cerca de R$ 5 milhões de reais somente nos serviços de terraplanagem.
Apesar de atualmente, o clube já ter feito a mudança para as novas instalações, as obras ainda não foram concluídas, Faltando cerca de 20% para conclusão, o clube alegou que precisa de, no mínimo, mais R$ 5 milhões de reais para finalizar as outras etapas, como o alojamento dos atletas para concentração antes das partidas e viagens, sala do sócio torcedor e a loja do Azulão.
Por fim, o CSA alega que suas obrigações pessoais aumentou de R$ 2,8 milhões de reais (2019) para R$ 5,4 milhões de reais (2022), além do crescimento significativo dos empréstimos, passando de R$ 510 mil reais (2019) para R$ 2 milhões de reais (2022), e do aumento da dívida com fornecedores, passando de R$ 261 mil reais (2019) para R$ 2,9 milhões de reais (2022).
Com dívidas que beiram os R$ 20 milhões de reais, o Azulão viu na recuperação judicial a única solução para a manutenção do clube. Dentro da viabilidade econômica e operacional apresentada no pedido de recuperação judicial, o clube também visa a renegociação de dívidas e a criação de uma SAF – Sociedade Anônima do Futebol. Veja as contrapartidas oferecidas pelo clube, caso a recuperação judicial seja deferida: