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Dia de Iemanjá: 2 de fevereiro terá festas nos quatro cantos do Rio

Dia da divindade das águas, segundo tradição afro

Por: Profº Nicanor Fonte: odia
02/02/2024 às 15h20
Dia de Iemanjá: 2 de fevereiro terá festas nos quatro cantos do Rio
reprodução

Divindade das águas dos oceanos e dos mares, Iemanjá será festejada nos quatro cantos do Rio de Janeiro neste 2 de fevereiro, dia consagrado à orixá. Depois da estreia no ano passado com dez mil pessoas, o Arpoador, na Zona Sul, volta a ser palco da festa em homenagem à dona de todas as cabeças das 15h às 22h. Na Região Central do Rio, o Afoxé Filhos de Ghandi realiza seu tradicional presente à Iemanjá em um cortejo até a Praça Mauá. O Mercadão de Madureira e o Píer do Quebra-Mar, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, também terão homenagens à Rainha do Mar.

A celebração no Arpoador vai reunir Samba de Caboclo, Nina Rosa, Ogan Bangbala, Afoxé Filhas de Ghandy, Jongo do Vale do Café, Tião Casemiro, Ogan Kotoquinho, Pai Dário, Companhia de Aruanda, Orin Dudu, Iza Diordi, Ilê Axé Onixêgun e o músico Marcos André, o idealizador desta celebração, além da Feira Crespa, que vai levar gastronomia, roupas e acessórios. O festejo conta com recursos da Prefeitura do Rio por meio do edital Pró-Carioca - Programa de Fomento à Cultura Carioca.

"A festa para Iemanjá era uma tradição antiga inventada pelos terreiros nas areias da Zona Sul, liderada pelo célebre pai de santo e sambista Tatá Tancredo em 31 de dezembro, dia de Iemanjá na umbanda. Poucos sabem que essa foi a origem do costume de passarmos a virada do ano na praia - o que acabou se tornando a maior festa de rua do mundo, assim como a prática de vestir branco, jogar flores no mar e pular sete ondas", diz Marcos André, que mobilizou cerca de 120 mestres, entre líderes religiosos, artistas e filhos de santo, todos integrantes da rede de comunidades tradicionais que ele coordena em Madureira e em quilombos do Estado do Rio.

"Essa celebração é um resgate e reconhecimento da história do Tatá Tancredo. Fico feliz de colaborar para devolver esse espaço no coração da Zona Sul para o povo de santo", completa o idealizador.

A parte gastronômica da festa será garantida pela Feira Crespa, uma ação afirmativa itinerante que tem como objetivos principais a valorização da mulher negra, o fortalecimento de afroempreendedores e da cultura afro-brasileira.

Aos 104 anos, o Mestre Bangbala - Ogan mais antigo do país em atividade e patrono do Dia de Iemanjá no Arpoador, vai conduzir o encontro, junto com Pai Dário, descendente da Casa Branca, primeira casa de candomblé do Brasil e um dos líderes do jongo do Morro da Serrinha.

Todas as oferendas do ritual serão biodegradáveis. A organização pede ao público que não leve plástico, vidro ou madeira. "É uma saudação à Rainha do Mar, à sua morada e às forças da natureza. Somente flores e frutas serão oferecidas nas águas", alerta Marcos André.


Ao final, o público será convidado para um mutirão de limpeza das areias, calçadão e pedra do Arpoador. O cortejo terá início às 15h, aos pés da estátua de Tom Jobim, de onde o público sairá com as oferendas para Iemanjá

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