
A Quarta-Feira de Cinzas, além de marcar o fim do Carnaval, é uma das duas datas do ano em que a Igreja Católica recomenda aos seus fiéis não comerem carne vermelha. Mas de onde vem isso?
A data marca o início da Quaresma, período de cerca de 40 dias antes da celebração da Paixão, Morte e Ressurreição de Cristo (no domingo de Páscoa), quando a Igreja Católica convida os fiéis a fazerem pequenos sacrifícios como preparação para a grande data da religião, a Ressurreição de Jesus Cristo — ou a Páscoa.
São dois dias do ano em que a Igreja pede que fiéis católicos se abstenham de carne: Quarta-Feira de Cinzas e Sexta-Feira Santa, justamente entre o início da Quaresma e o fim da data… -
Por que não devem comer carne vermelha, e tudo bem comer peixe?
O costume de comer peixe é ligado a uma forma de praticar o jejum e a abstinência, segundo a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, ligada à Igreja Católica).
O peixe é uma alternativa permitida durante o jejum, pois é considerado um alimento mais simples e humilde do que a carne vermelha, além de ser mais abundante em algumas regiões. Além disso, na tradição cristã, o peixe também tem um significado simbólico, pois é associado aos milagres realizados por Jesus Cristo, como a multiplicação dos pães e dos peixes
Outros argumentos que diferem a carne vermelha do peixe são o fato de os últimos serem animais de sangue-frio. "Por sua vez, os animais de carne vermelha e as aves são homeotérmicos. Ou seja, o sangue deles é quente, assim como o sangue que Nosso Senhor derramou na cruz. Peixes também, em geral, não morrem derramado sangue, como Jesus", diz explicação da Paróquia São Sebastião, da Bahia.
O jejum é obrigatório nas recomendações católicas para a Quarta-feira de Cinzas e a Sexta-feira Santa. Além disso, a igreja diz que a carne vermelha deve ser evitada em todas as sextas-feiras da Quaresma… -
Mas isso não quer dizer ficar sem comer. O jejum é recomendado para pessoas de 18 a 58 anos e representa fazer apenas uma refeição completa durante o dia, até a saciedade - portanto, sem se "empanturrar"…