
A força da água voltou a assustar os moradores da Barra Nova, em Marechal Deodoro, Litoral Sul do Estado. O mar agitado derrubou casas e invadiu ruas e estabelecimentos comerciais. Na madrugada desta sexta-feira (22), a maré atingiu a marca de 2.3 na região.
Em questão de dias, o cenário no povoado mudou de uma forma assustadora. Desde o início do ano, a maré vem subindo muito e causando destruição, e esta semana tem sido difícil para quem mora ou tem estabelecimento comercial na região.
Além disso, como a pesca não está tão satisfatória na localidade, muitos pescadores trabalham fazendo a travessia de turistas para uma ilha que tem bares, mas a ilha está sendo engolida aos poucos. Para chegar lá, agora, só por meio de uma lancha.
"Se a maré enche, acaba com a gente, pois só podemos trabalhar com a maré seca. O prejuízo é total, porque você não quer ir para uma praia e, daqui a pouco, voltar", lamentou o pescador José Borges.
Em janeiro, a Prefeitura de Marechal decretou situação de emergência na Barra Nova, decreto este que foi validado pela Defesa Civil Estadual. O documento previa ações para prestar socorro às vítimas e impossibilitar a evacuação da orla. Também previa a desapropriação das construções, para que fosse adotada uma medida de contenção do mar. Até agora, porém, os moradores não sabem como está a situação desse processo, e se terão direito a indenizações.
Somente nesta semana, duas casas desabaram por causa da força da maré. A orla da prainha, que passou por uma revitalização há pouco tempo, está cheia de crateras.
Já no início da manhã de hoje, a reportagem da TV Gazeta esteve na Barra Nova e constatou o aumento da maré, que chegou a marcar o nível 2.3 às 04h40, devendo diminuir, apenas, por volta das 10h.