
Neymar voltou a ser o centro das discussões no mundo do futebol. Não por seu talento, em falta no empate sem gols da seleção com a Colômbia, no último domingo, pelas Eliminatórias. Mas pela declaração divulgada no mesmo dia. Ao dizer que a Copa de 2022, no Qatar, pode ser sua última devido à falta de “cabeça para aguentar o futebol”, como ele próprio definiu, o atacante de 29 anos virou pauta não só no Brasil, mas também na França.
Em Paris, a reação foi de preocupação. O jornal “Le Parisien” tentou tranquilizar os torcedores. Segundo a publicação, um membro do staff de Neymar classifica como “nada sério” o desabafo, lembrando que ele está comprometido até junho de 2025 com o PSG e não pretende anunciar uma aposentadoria iminente. Ainda assim, os franceses se perguntam o que será dos próximos anos do brasileiro no clube estando mesmo ele desmotivado com o esporte.
— Aí está uma péssima declaração para o PSG. Falta ânimo, entusiasmo. Quando você lê nas entrelinhas, ele não liga para o PSG — disparou o ex-meia do clube e da seleção francesa Jérôme Rothen na Rádio RMC.
— Existe o amor que ele tem pelo Brasil, de tentar ganhar uma Copa do Mundo. Sua última chance será no Qatar daqui a um ano. Mas eu quero lembrá-lo do seu dever de casa. Quando você é um jogador dessa categoria, quando você é a figura emblemática de um clube por mais de quatro anos, que você estendeu por cinco e que decidiu dar o fim de sua carreira no PSG, você não pode declarar isso — concluiu.