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Andressa Urach conta 'lavagem cerebral' da Universal para conseguir doações

Andressa Urach diz que está vivendo à base de calmantes e que só não se mata por causa do filho

Por: Antonio de Pádua Fonte: IG
27/02/2021 às 09h07
 Andressa Urach conta 'lavagem cerebral' da Universal para conseguir doações
Reprodução/Instagram Andressa Urach diz que está vivendo à base de calmantes e que só não se mata por causa do filho

Existem períodos dentro da igreja, que se chamam Fogueira Santa. Neles, eles induzem as pessoas a darem tudo o que elas têm pra Deus, que você tem que dar mais para Deus do que para você. Que você tem que tirar o chão dos seus pés, que você tem que ficar na total dependência de Deus. Que você tem que dar o que você mais gosta, o que mais ama da parte financeira, para poder ajudar a obra de Deus", relata a modelo e empresária em conversa exclusiva com a coluna.

 

Andressa revela ainda que não pensava em mais nada quando fazia as doações. Ela começou a abrir os olhos quando o dinheiro acabou, pois o tratamento passou a ser outro. "A partir do momento que secou o dinheiro e eu não tinha mais de onde tirar, eu fui excluída. Então, eu vi que eles não se preocupavam com alma nenhuma, só com o dinheiro. Se tivessem se preocupado com a minha alma, não teriam me sugado até o último centavo e me descartado como um lixo, porque foi assim que eu me senti".

A modelo rompeu com a Universal em novembro passado e agora entrou na Justiça pedindo as doações de volta. "Eu quero ter condições financeiras de poder dar uma faculdade para meu filho, porque nem nisso eu pensei quando eu doei o meu tudo".

 

Por que você decidiu processar a universal?


Porque eu vi que eu fui enganada, que eles não estão preocupados com a minha alma e que é muito difícil você conquistar as coisas. Passei por muita necessidade financeira nos últimos meses e vi que o que eles falavam não aconteceu, porque eles pregam muito dizendo que o altar não deve nada a ninguém.

E eu vi que eu fui enganada com tudo o que eles falavam. A única coisa que eu quero é Justiça. É ter condições financeiras de poder dar uma faculdade para o meu filho, porque nem nisso eu pensei. Não pensei em absolutamente nada. Eu queria dar meu tudo pra Deus e hoje eu vejo que Deus não quer nosso dinheiro e que dinheiro não tem nada a ver com Deus.

Acho que você cobrar, falar para as pessoas que é pra dar o seu tudo pra Deus é muito perigoso, porque muitas pessoas, dentro e fora do Brasil, devem estar lesadas como eu estou. Então eu acho que hoje eu represento muitas pessoas no Brasil e fora do Brasil, que talvez não tenham nem uma casa para morar, porque em amor a Deus deram seu tudo e hoje estão ainda no fundo do poço, como eu estive nesses últimos meses.

 

Você escolheu a dedo um advogado que já batalhou com a igreja na Justiça antes e ganhou? Ou estou errada?

 

Escolhi esse advogado porque ele mora aqui no Rio Grande do Sul, então é mais fácil da gente trabalhar. E também porque ele já ganhou causas na justiça contra a igreja. Então ele entende do assunto e é um advogado corajoso de enfrentar a igreja. Foi escolhido por desempenhar um ótimo trabalho como advogado.

 

Como eram feitas essas doações?

 

Essas doações mais expressivas eram feitas praticamente a cada seis meses. Existem períodos dentro da igreja, que se chamam Fogueira Santa. Nesse período, eles induzem as pessoas a darem tudo que elas têm pra Deus, que você tem que dar mais pra Deus do que para você.

Que você tem que tirar o chão dos seus pés, que você tem que ficar na total dependência de Deus. Que você tem que dar o que você mais gosta, o que mais ama da parte financeira para poder ajudar a obra de Deus. É isso que eles falam, que Jesus tem que voltar, então a igreja precisa dessas doações para crescer.

Dizem que o teu tudo pra Deus vai salvar muitas almas e eu acreditava nisso. Mas eu vi que quando meu dinheiro acabou, mudou totalmente o tratamento em relação a mim e eles não se preocuparam em nenhum momento com a minha alma, porque se tivessem se preocupado, não teriam me sugado até o último centavo e me descartado como um lixo, porque foi assim que eu me senti. Enquanto tinha muito dinheiro na conta eu era tratada de uma maneira e a partir do momento que secou o dinheiro e eu não tinha mais de onde tirar, eu fui excluída. Então eu vi que eles não se preocupavam com alma nenhuma, só com o dinheiro.

 

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