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Política Política

Pressão política atrasa vacinação de idosos no Brasil, diz pesquisa da USP.

Politica atrasa vacinação do país.

17/04/2021 15h54
Por: Redacao Fonte: uol

A pressão política e econômica é a razão apontada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro) para acusar a "preocupante" demora na vacinação de idosos no Brasil três meses após seu início no país. De acordo com os dados do estudo a que o UOL teve acesso com exclusividade, nem os idosos com mais de 80 anos foram totalmente vacinados: 87% deles receberam a primeira dose e 66% ainda aguardam a segunda.

 O Ministério da Saúde afirma que "não mede esforços para dar celeridade à imunização" e que o país "ocupa a posição do 5º país que mais vacina e o 9º no ranking global por 100 mil habitantes" (leia resposta completa abaixo). Entre os idosos com idade entre 70 e 79 anos, a média brasileira é de 77% de imunizados com a primeira dose e de apenas 19% com a segunda. Já entre aqueles com idade de 60 a 69 anos os imunizados não passam de 29% —2% receberam a segunda dose.

 Embora esta seja a média nacional, a situação é dramática em algumas unidades da federação. O Rio de Janeiro, por exemplo, aplicou a primeira dose em apenas 74% dos idosos com mais de 80 anos, "população menos numerosa e convocada prioritariamente", lembra o estudo.

No Paraná e Sergipe, só 71% daqueles entre 70 e 79 anos foram vacinados e 18% dos idosos de 60 a 69 anos receberam uma vacina em São Paulo. Os trabalhadores de Saúde (80% primeira dose, 45% a segunda) e povos indígenas vivendo em suas terras (69% primeira dose, 47% a segunda) também fazem parte dos grupos prioritários ainda não totalmente vacinados. Entre Quilombolas e comunidades tracionais esses índices caem para 14% e 1%, respectivamente.

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