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Petrobras: Silva e Luna contraria Bolsonaro e promete seguir preços globais

Presidente da Petrobrás não quer seguir conselho de Bolsonaro.

19/04/2021 15h58
Por: Redacao Fonte: IG
Reprodução Cerimônia de posse da presidência na Petrobras
Reprodução Cerimônia de posse da presidência na Petrobras

Na manhã desta segunda-feira (19), tomou posse da presidência do Conselho de Diretores da Petrobras o general Joaquim Silva e Luna , indicado por Jair Bolsonaro para chefiar a estatal . O novo chefe da principal empresa pública brasileira chegou contrariando o presidente da República e prometendo que a Petrobras seguirá acompanhando as variações internacionais do preço do petróleo , o que gerou aumentos dos preços dos combustíveis recentemente e incomodou Bolsonaro.

 

Ele afirmou que pretende conciliar os diferentes interesses, de acionistas, governo, petroleiros e consumidores. 

"É conciliando interesses de consumidores e acionistas, valorizando os petroleiros, reduzir a volatilidade sem desrespeitar a paridade, perseguir a redução da dívida e investir em pequisa e desenvolvimento e dar previsibilidade ao desenvolvimento econômico nacional" disse.

Cerimônia

Estavam presentes na posse de Silva e Luna os membros do Conselho de Administração da estatal, o ministro de Minas e Energia , Bento Albuquerque, e o diretor da ANP (Agência Nacional de Petróleo), Rodolfo Saboia.

Ex-presidente da Itaipu Binacional, Silva e Luna foi indicado por Bolsonaro e prometeu "todas as energias voltadas para o cumprimento dessa missão".

[["Quem chega deve ouvir mais e falar menos. Agradeço ao presidente Bolsonaro que me indicou para o cargo de presidente. Hipoteco minha lealdade e senso de responsabilidade dessa desafiadora missão. Sabe-se que quando o homem avança quem a vai a frente é o seu passado", disse Silva e Luna.

Desafios

Sobre os principais desafios, ele mencionou "fazer a Petrobras cada vez mais forte, trabalhando com visão de futuro, segurança, respeito ao meio ambiente, aos acionistas e à sociedade em geral, de forma a garantir o maior retorno possível ao capital."

Silva e Luna confirmou que o plano estratégico já sinaliza a superação desses desafios até 2025. E buscará conciliar interesses de consumidores e acionistas, "valorizando os petroleiros e reduzindo a volatilidade sem desrespeitar a paridade de preços internacional".

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