
Aprovado na Câmara após meses de disputa, o projeto de educação domiciliar, prioridade do governo Bolsonaro, de autoria da relatora Luísa Canziani (PSD-PR) prevê pré-requisitos aos pais, dá novas tarefas às escolas e cria exigências pedagógicas
O projeto aprovado na Câmara dos Deputados cria o sistema de homeschooling, ou seja, escola em casa. Os alunos não precisarão ir para as escolas. Estudarão em casa com as mães e farão a prova na escola na época normal das avaliações. Isso é um retrocesso muito grande no sistema educacional.
São poucas as mães com curso superior, com capacidade de ensinar, corrigir, aplicar provinhas, disciplinar e educar de verdade. Até por que, uma mãe pode ser médica e não ter conhecimentos em matemática, em língua portuguesa, em geografia, em história e outras disciplinas e como vai ensinar o que não sabe?
Deixando as mães serem as professoras, muitos problemas ocorrerão. As mães ensinarão dentro do limite que sabem, sem o conhecimento amplo das matérias, sem a BNCC e na maioria das vezes seguindo uma orientação religiosa específica.
E os professores perderão o emprego. Coordenadores perderão emprego. Para que então se formar em pedagogia, se especializar, se não vai ter o aluno para ensinar?
Essa lei me parece ser um retrocesso técnico e vai gerar desemprego no país.