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Como foi dado o grito “Independência ou Morte”.

Razões de D. Pedro I para declarar a independência de Portugal.

Por: Profº Nicanor Fonte: Arquivo Nicanor
05/09/2022 às 11h47
Como foi dado o grito “Independência ou Morte”.
reprodução

Desde o dia 09 de janeiro de 1822, D. Pedro I se recusara a obedecer as ordens retornar de Portugal. Ao tomar essa decisão, passou a ter em torno dele um movimento pela Independência do Brasil.  No ano de 1820 houve a Revolução do Porto (Portugal) que torno D. João VI, apenas um rei decorativo.  No dia 07 de setembro, D. Pedro terminava de subir a Serra do Mar, depois de pernoitar na cidade de Santos, quando chegaram a ele dois mensageiros vindos do Rio de Janeiro. Os cavaleiros traziam duas cartas.  Na principal delas, o ministro paulista José Bonifácio de Andrada, acalentava o projeto de transformar o Brasil na grande potência do Hemisfério Sul. Bonifácio comunicava ao príncipe das últimas decisões das Cortes, que haviam chegado ao Rio de Janeiro em 28 de agosto, pelo veleiro Três Corações.

Dom Pedro estava destituído do papel de Regente, diziam os documentos, e todas as suas decisões recentes ficavam anuladas. Mais ainda: a autoridade do príncipe se limitaria, ora em diante, à província do Rio de Janeiro. Lisboa nomearia os novos ministros e comandaria o resto do Brasil. De uma canetada, Portugal punha um príncipe de lado e passava rédeas curtas na colônia.

Bonifácio escreveu ao príncipe D. Pedro dizendo que: “Senhor, o dado está lançado, e de Portugal não temos a esperar senão escravidão e horrores. “Venha o quanto antes e decida-se, porque irresolução e medidas de água morna para nada servem.” A segunda carta, igualmente enfática, era de dona Leopoldina. Ela pedia ao marido para que voltasse ao Rio e recomendava que acatasse as recomendações do ministro “Só a sua presença, energia e rigor para salvar o Brasil da ruína”, escreveu a princesa.

“Dom Pedro, tremendo de raiva, pegou os papéis e, amarrotando-os, pisou-os e deixou-os na relva, disse o padre mineiro Belchior Pinheiro de Oliveira, que acompanhava o príncipe na viagem. O padre conta que dom Pedro, depois de caminhar alguns minutos em silêncio, ruminando pensamentos, dirigiu-se exaltado aos que o cercavam: “As Cortes me perseguem, chamam-me com desprezo de rapazinho e brasileiro. Pois verão agora quanto vale o rapazinho. De hoje em estão quebradas as nossas relações. Nada mais quero com o governo português e proclamo o Brasil, para sempre, separado de Portugal”. — “Independência ou morte”, gritou o príncipe, tomado de fúria. “Independência ou Morte”, gritava todos que o acompanhavam. Esse grito aconteceu no local onde hoje é o Museu do Ipiranga, no Bairro do Ipiranga, em São Paulo, no sábado 07 de setembro de 1822 quando eram 16:30hs.

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