
Há mais de 360 anos, 13 de setembro é considerado o "Dia da Cachaça". A data foi criada como forma de comemorar a liberação da fabricação e venda da bebida no Brasil, em 1661. Aos poucos, a cachaça se tornou popular no país e engenhos passaram a ganhar cada vez mais espaço.
Aos poucos, a cachaça se tornou popular no país e engenhos passaram a ganhar cada vez mais espaço. Há décadas, a família Tápparo começou a produção de forma artesanal e o sucesso foi tanto que neste ano teve a bebida produzida em Mirassol (SP) eleita como a melhor do mundo no concurso internacional The Global Spirits Masters.
"Tudo começou em 1978. Meu avô, José Tápparo tinha uma transportadora de combustíveis e fazia a cachaça para consumo próprio e para presentear amigos e familiares. Mas o sucesso foi tão grande que ele viu uma oportunidade de negócio", diz Breno Tápparo, um dos sócios-proprietários do engenho.
Com o passar do tempo, a produção artesanal e familiar começou a crescer de forma inesperada.
"Nos anos 90, meu pai, Ademilson, entrou no engenho para criar produtos como licores e coquetéis. Hoje são mais de 40 em que ele foi principal desenvolvedor. Nos anos 2000, entrei no negócio com meus irmãos Bruno e Giovanni."
"Primeiro é o plantio da cana-de-açúcar e a colheita mecanizada. Depois ela vai para a lavagem, moagem e extração, onde sai a garapa. Aí vem a fermentação e destilação", explica Breno.
Depois, a cachaça é destinada para a produção dos derivados e para os tonéis. É neste momento que vem o principal diferencial: o envelhecimento.
Atualmente o engenho utiliza cinco tipos de madeiras nas dornas e barris para realizar este processo, sendo duas importadas, que são o carvalho europeu e americano, e três brasileiras, que são a amendoim, jequitibá e amburana.
O envelhecimento dos mais de 2 milhões de litros de cachaça é feito em barris e dornas que são armazenados em oito barracões do engenho. Os locais precisam ser úmidos e frescos para que a bebida não evapore neste processo.
Segundo o sócio-proprietário do engenho, o processo de envelhecimento dura de 6 meses a 12 anos. Mas no caso da "melhor cachaça do mundo", o processo pode chegar a 15 anos em barris de carvalho europeu.
A bebida contabiliza 11 prêmios, incluindo a de melhor do mundo. Ela é envasada em uma garrafa francesa que leva pintura, selos de premiação e acompanha um veludo personalizado em vermelho com laço de cetim preto. O valor é de quase R$ 350.