
O presidente afastado da CBF, Rogério Caboclo, deu sua versão sobre a movimentação que culminou com a compra de um avião para a entidade justamente no dia em que se tornou alvo — oficialmente — de uma denúncia de assédio moral e sexual. Por meio de nota, Caboclo explicou que o fechamento da compra e o pagamento foram efetuados naquele dia por recomendação de Gilnei Botrel, diretor financeiro da CBF desde os tempos de Marco Polo Del Nero. O presidente afastado reiterou que o negócio foi fechado com a assinatura do próprio Gilnei e do diretor jurídico da CBF, Luiz Felipe Santoro.
A compra do avião foi revelada pelo Blog do Rodrigo Mattos e Caboclo confirmou os detalhes técnicos e da operação financeira. A nova compra custou à CBF US$ 14 milhões (R$ 71 milhões).
A CBF já tinha um avião menor e mais antigo. Na versão do dirigente afastado, "o conceito estabelecido internamente sempre foi o da substituição do avião existente por um mais novo".
"O processo de venda da antiga aeronave, Cessna 680 modelo Sovereign, por US$ 6,15 milhões, ainda não foi concluído em razão do afastamento do presidente, de forma unilateral e sem direito à defesa pela Comissão de Ética da CBF. Dessa forma, Rogério Caboclo não conseguiu formalizar os trâmites estatutários que autorizam a concretização da venda", explicou a assessoria do presidente afastado.
Com Caboclo fora da CBF momentaneamente, a diretoria que ficou na entidade tratou de agilizar a negociação para vender o avião comprado por último. O acordo fechado semana passada prevê recebimento de um pouco mais do que os US$ 14 milhões.