
Márcia Maria Ferreira de Brito Lima, a Ìyá Márcia d'Ògún, será condecorada com a Medalha Zumbi dos Palmares Câmara Municipal de Salvador nesta quarta-feira, 1º, às 18h.
A condecoração será uma homenagem pelo legado e contribuição na luta contra o racismo, contra o racismo religioso e pelo papel na manutenção e respeito à cultura afro-brasileira, à cidadania e aos direitos humanos.
A iniciativa de entrega da honraria é da vereadora Marta Rodrigues (PT), presidenta da Comissão de Direitos Humanos e de Defesa da Democracia Makota Valdina e foi aprovada na Casa por unanimidade.
“Ìyá Márcia tem um legado importantíssimo para a capital baiana, cuja maioria da população é negra e vive cotidianamente uma batalha incessante contra o racismo e contra as desigualdades sociais”, disse.
A vereadora pontua ainda que a homenageada vem ao longo dos anos prestando valorosa contribuição na luta antirracista e contra o ódio religioso, utilizando-se de diversos meios de formação e de canais de comunicação, inclusive das redes sociais, para alcançar tais objetivos. Ela considera Mãe Márcia "uma mulher à frente do tempo".
“É uma mulher preta, baiana, que como a maioria de nós, permanece firme com os seus propósitos, e em sua luta, mesmo em meio a tantas adversidades. Com a força de suas e de seus ancestrais sabe utilizar de todos os meios para levar adiante sua mensagem de amor, de paz, de direitos humanos, contra o racismo e o racismo religioso, e de cidadania para o povo Negro e para as religiões de matriz africana”, disse.
Ialorixá do Ilê Axé Àṣẹ Ẹwá Ọlodumare, Íyá Márcia d’Ogún é professora de formação, membra da Rede de Mulheres de Terreiro da Bahia, Rede Nacional de Religiões Afro-Brasileiras e Saúde (Renafro) e da Rede Nacional de Diversidade Religiosa (Renadir).
Ela é a atual presidenta do Conselho Municipal de Políticas Culturais de Salvador, além de conselheira consultiva da Rede Ecumênica da Água (Reda) e de integrar o Comitê de Ética em Pesquisa da Escola de Nutrição da UFBA, o Comitê InterReligioso da Bahia e o GT de Terreiros do Ministério Público do Trabalho (MPT) em parceria com o Coletivo Àwùrẹ̀. Ela também é uma das guardiãs da Pedra de Xangô.