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Lula é pressionado para mudar cartilha do ensino médio

Confederação dos Trabalhadores em Educação é contra as medidas aprovadas anteriormente

Por: Profº Nicanor Fonte: noticiasR7.com
09/03/2023 às 19h33
Lula é pressionado para mudar cartilha do ensino médio
reprodução

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi pressionado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação e pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo para revogar a reforma do ensino médio, feito na gestão de Michel Temer (MDB). Segundo fontes ouvidas pelo R7o ministro da Educação, Camilo Santana, é contrário à medida.

A reunião ocorreu na última terça-feira (7). A revogação do novo ensino médio foi tema central do encontro, realizado no Palácio do Planalto, em Brasília.

Com o objetivo de tornar a etapa mais atrativa e ampliar a educação em tempo integral, o novo ensino médio foi aprovado em 2017. A medida, que estabelece a partir de 2017 mais horas de aulas e menos disciplinas, com metade do curso montado pelo aluno, é a maior mudança da educação brasileira em 20 anos desde a criação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação.

Segundo Heleno Araújo, presidente da confederação, Lula se mostrou sensível aos problemas apresentados e prometeu analisar melhor o pedido. No entanto, há um impasse, uma vez que o ministro da Educação é contrário à medida. Para atender a classe, o governo informou que será criado um grupo de trabalho para discutir a proposta.

"Não é questão de revogar. O ensino médio está em andamento. O que nós estamos colocando é criar um grupo de trabalho, que será oficializado por portaria. Vamos reunir todos os setores para discutir", informou Santana na semana passada.

As entidades do setor argumentam que a reforma do fragiliza o conceito de ensino médio, assegurado na Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, e não tem investimentos suficientes para garantir condições de acesso e permanência dos estudantes, além da precariedade das escolas sem infraestrutura.

O setor quer, agora, que o Executivo abra um processo de discussão sobre a etapa da educação básica e construções teóricas, “de forma que qualquer mudança seja respaldada em um processo participativo e democrático.

 

 

 

 

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