
Em meio à guerra na Ucrânia, os gastos militares globais bateram o recorde de US$ 2,24 trilhões (cerca de R$ 11 trilhões).
Aumento de gastos da Ucrânia em meio à guerra
A Ucrânia teve um aumento de 640%. Apesar disso, não está entre os dez países que mais gastaram com suas forças armadas. Ao gastar US$ 44 bilhões (R$ 220 bilhões), o país saltou da 36ª para a 11ª posição da lista referente a 2022.
Enquanto isso, a Rússia aumentou seus gastos em 9%, para US$ 86 bilhões (R$ 437 bilhões). Maior aumento de gastos notado na Europa. Com o crescimento das despesas militares da Rússia e da Ucrânia, o continente registrou alta (ajustada pela inflação) de 13%, o maior crescimento anual na era pós-Guerra Fria.
A ajuda militar aos ucranianos, inclusive, influenciou na decisão de gastos de outros países europeus. Polônia, Suécia e Holanda, por exemplo, aumentaram os gastos justamente após a invasão russa.
Estados Unidos dominam setor Invasão russa à Ucrânia beneficiou Estados Unidos. Os norte-americanos aumentaram as exportações de armas em mais de 14% e respondem por 40% das transferências globais de armamento. Ao todo, representaram 91% de todos os gastos militares nas Américas no ano passado. Além das entregas à Ucrânia, os EUA enviaram mercadorias de maior valor para Kuwait, Arábia Saudita, Catar e Japão.
Brasil na direção contrária Queda em relação a 2021. Ainda segundo os dados revelados pelo Instituto Internacional de Pesquisas para a Paz de Estocolmo, o gasto militar do Brasil em 2022 foram 7,9% menor do que em 2021. Ao todo, foram destinados US$ 20,2 bilhões para o propósito. "Os gastos militares totais dos países sul-americanos caíram em 6,1% em 2022, para 46,1 bilhões de dólares. Os gastos diminuíram em 5,4% durante a década de 2013-22. [?] O decréscimo em 2022 se deveu principalmente à queda das despesas militares brasileiras", diz o relatório.
Quem gastou mais?
Estados Unidos (US$ 877 bilhões, equivalente a R$ 4,44 trilhões);
China (US$ 292 bilhões, equivalente a R$ 1,47 trilhão);
Rússia (US$ 86,4 bilhões, equivalente a R$ 437 bilhões);
Índia (US$ 81,4 bilhões, equivalente a R$ 412 bilhões);
Arábia Saudita (US$ 75 bilhões, equivalente a R$ 379 bilhões);
Reino Unido (US$ 68,5 bilhões, equivalente a R$ 347 bilhões);
Alemanha (US$ 55,8 bilhões, equivalente a R$ 282 bilhões);
França (US$ 53,6 bilhões, equivalente a R$ 271 bilhões);
Coreia do Sul (US$ 46,4 bilhões, equivalente a R$ 235 bilhões);
Japão (US$ 46 bilhões, equivalente a R$ 233 bilhões).