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Lula defende fechamento de todos os clubes de tiro esportivo do país

Fechar os clubes de tiro, a proposta do presidente

Por: Profº Nicanor Fonte: rt.noticias
25/07/2023 às 17h12 Atualizada em 26/07/2023 às 10h01
Lula defende fechamento de todos os clubes de tiro esportivo do país
reprodução

presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) defendeu em live, nesta terça-feira (25), o fechamento de todos os clubes de tiro esportivo do país. O chefe do Executivo ainda criticou os empresários donos dos estabelecimentos e disse que a flexibilização do acesso às armas, feita no governo de Jair Bolsonaro (PL), "agradou o crime organizado".

Na sexta (21), Lula assinou o novo decreto de armas, que prevê a redução no número de armamentos a que têm direito colecionadores, atiradores desportivos e caçadores (CACs), além de determinar que clubes de tiro não vão poder funcionar 24 horas por dia.

Lula afirmou ainda que o brasileiro médio não quer comprar arma e que o crime organizado foi beneficiado com a flexibilização do acesso a armas e munições no governo anterior. As declarações ocorreram no programa semanal Conversa com o Presidente, com transmissão pelas redes sociais.

"Quem consegue comprar arma é o crime e gente que tem dinheiro. O pobre e trabalhador não está conseguindo comprar comida e material escolar. Como que as pessoas que trabalham vão comprar fuzil, rifle, pistolas? As pessoas querem comprar carne, cebola, óleo. As pessoas não querem violência", completou. 

Ao longo da gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, a indústria armamentista foi beneficiada por uma série de decretos que permitiram a atiradores, por exemplo, adquirir até 60 armas, 30 delas de uso restrito (como fuzis e metralhadoras) e 30 de uso não restrito (como pistolas e revólveres). Além disso, caçadores ficaram autorizados a registrar até 30 armas, 15 de uso restrito e 15 de uso não restrito.

 

Centrão

O presidente também disse que vê como "normal" que partidos do centrão queiram participar do governo, já que o grupo tem votado a favor das pautas governistas no Congresso. Lula admitiu que devem ocorrer mudanças na Esplanada dos Ministérios nas próximas semanas, mas criticou especulações e enfatizou que ele vai decidir quais cargos vai negociar.

Lula avaliou ainda que os acordos políticos são normais entre o Executivo e o Legislativo, e que servem para "melhor aprimorar o funcionamento do Brasil".

"É assim que a gente conversa e é normal que, se esses partidos que quiserem apoiar a gente, eles queiram participar do governo. Aí você tenta arrumar um lugar para colocar, para dar tranquilidade ao governo para as votações que nós precisamos para melhor aprimorar o funcionamento do Brasil. É exatamente isso que vai acontecer", afirmou.

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