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Expulsão de padre acusado de abuso sexual cria impasse em obra de Aparecida

Obras de reforma da igreja estão paradas após padre ser expulso

Por: Profº Nicanor Fonte: uol
26/07/2023 às 09h59 Atualizada em 26/07/2023 às 11h57
Expulsão de padre acusado de abuso sexual cria impasse em obra de Aparecida
reprodução

expulsão de um padre jesuíta esloveno nesta semana, acusado de abusos sexuais na Europa, gerou um impasse para a conclusão das obras dos mosaicos de 15 mil metros quadrados do lado externo da Basílica de Aparecida (SP).

O que aconteceu

O padre Marko Ivan Rupnik, 68, era o responsável pelas obras de revestimento do maior templo católico do Brasil. Entretanto, ele está proibido de realizar obras públicas pela Companhia de Jesus desde fevereiro deste ano, em meio às investigações. As obras estavam em andamento desde 2019.

 

Agora há uma indefinição sobre a continuidade do trabalho artístico de colocação dos quatro mosaicos da Basílica de Aparecida, que retratam uma jornada bíblica. Em março de 2022, um dos mosaicos com 4 mil metros quadrados e cerca de 50 metros de altura foi concluído, revestindo a entrada norte do templo — os outros três ainda não foram concluídos.

 

O Santuário Nacional explica que as obras de revestimento do templo eram executadas pelo Centro Aletti, ateliê fundado pelo próprio Rupnik. "O Santuário Nacional acompanha com atenção o caso e aguarda orientações da Igreja para suas definições", diz, em nota.

 

 

Rupnik teve a sua expulsão oficializada anteontem (24) em investigação dos jesuítas por denúncias de abusos sexuais entre 1980 e 2018. Há acusações feitas por um homem e ao menos 20 mulheres —entre elas, nove freiras. Os casos teriam ocorrido na Itália e Eslovênia. Não há no Brasil uma investigação policial contra o padre Rupnik.

Isso [o processo de expulsão] foi feito de acordo com a lei canônica. Decorrido o prazo da possibilidade de recorrer, afirmamos que Marko Rupnik não é mais um religioso jesuíta.Companhia Jesuíta do Brasil

 

O que se sabe sobre o caso

O padre Rupnik teve um prazo de 30 dias para se defender das acusações em investigações conduzidas pela Companhia de Jesus. Após se recusar a mudar de comunidade e não contestar a decisão, o sacerdote acabou sendo demitido pela companhia.

 

 

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