
Pelo menos 110 botos morreram desde o último sábado no lago de Tefé, no Amazonas. A região enfrenta uma seca extrema e sofre com temperaturas da água chegando a 40°C, algo bem acima dos padrões locais.
O ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) classifica as mortes como uma "emergência ambiental" e atua no local com órgãos federais para dar resposta ao desastre
A morte em massa em tão curto período chocou os pesquisadores, que investigam qual processo resultou em um nível tão alto de mortes de animais, principalmente da espécie vermelha —os chamados golfinhos de água doce amazônicos… -
Carcaças estão aparecendo a até 8 km de distância do lago — que fica na confluência dos rios Tefé e Solimões.
Nós estamos vivenciando um evento de mortalidade não usual e sem precedentes de botos aqui na Amazônia.
Miriam Marmontel, coordenadora do grupo de pesquisa de mamíferos aquáticos do Instituto Mamirauá… -
As mortes começaram no sábado passado, quando morreram cerca de 20 animais, segundo ela, que trabalha com mamíferos aquáticos há mais de 30 anos. O número caiu por três dias, mas voltou a subir de forma rápida de quinta-feira para cá… -
São mais de 110 animais mortos, e o sol está muito quente. A maioria já chega decomposta à costa, mas alguns pereceram praticamente às nossas vistas…
O instituto, com sede em Tefé, está coordenando as ações de resposta no lago para tentar salvar os animais. Ele também fez um pedido de ajuda, já que ainda há muitos animais em poças rasas e de águas quentes, que precisam ser transferidos para local de maior profundidade e menor temperatura. Pesquisadores do Brasil e vários países estão ajudando… -