
A conversa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), no encontro da última quinta-feira (22), no Palácio do Planalto, rendeu muitas trocas de informações e a definição dos rumos do pedido de impeachment.
Segundo pessoas presentes no encontro e que conversaram com o Último Segundo, Lula não tocou no assunto do pedido de impeachment, que deve ser protocolado na próxima semana por parlamentares de oposição, mas antes do fim do happy hour, Lira decidiu falar sobre o tema.
Lira confirmou para Lula o que ele já havia dito a deputados petistas. O pedido será arquivado sem passar por comissões ou ir ao plenário para votação. O presidente da Câmara avisou Lula que segue comprometido com o projeto do governo federal de apaziguar os ânimos entre os poderes para tocar o país, focando na melhora da economia.
A afirmação, no entanto, ocorreu depois que Lula garantiu que seguirá com as negociações e manterá a distribuição de cargos de escalão baixo para o Centrão, quase todos controlados pelo próprio Lira. Além disso, o presidente da Câmara deu a garantia de que não tocará pauta bomba nas sessões em 2024.
Mesmo assim, Lira será pressionado nas próximas semanas porque os parlamentares de oposição já conseguiram 140 assinaturas pedindo a abertura de um processo de impeachment contra Lula. O pedido se baseia no fato de que o presidente teria comparado os ataques de Israel a faixa de gaza ao holocausto.
Lula, em contrapartida, teria respondida a Lira que não tem preocupação com o tema e que confia na palavra do presidente da Câmara com temas sensíveis deste nível.