
Gleisi Hoffmann, presidente do PT, utilizou as redes sociais neste domingo para fazer uma longa análise sobre a tentativa de golpe pela qual o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) vem sendo acusado. A deputada federal foi enfática ao afirmar que o crime já foi comprovado e, portanto, não há razão para se pensar em anistia.
Em seu perfil no Twitter, Gleisi escreveu um extenso texto sobre o caso. "São gravíssimas as informações sobre a articulação de Bolsonaro com a cúpula militar para dar um golpe de estado. Os ex-comandantes do Exército e da Aeronáutica confirmaram que Bolsonaro os convocou, na condição de chefe supremo das Forças Armadas, para impedir a posse de Lula e continuar no poder, a fim de fraudar a vontade das urnas", iniciou.
Foi neste ponto que a parlamentar lembrou que Bolsonaro estava ciente da confiança nas urnas eletrônicas. "Confirmaram que o inelegível sabia que nunca houve erro, irregularidade, muito menos fraude no processo eleitoral e nas urnas eletrônicas. Mesmo assim, ele queria mudar o resultado à força, utilizando a tese criminosa e golpista do doutor Ives Gandra, jurista defensor de quarteladas, sobre o papel das Forças Armadas na Constituição", disse.
"É terrível saber que o país esteve muito próximo de passar por outra ditadura, após tanta luta, sacrifício e tantas vidas perdidas para reconstruirmos a democracia", lamentou Gleisi.
Ela lembrou ainda que o 8 de janeiro faz parte dessa rede. "Mesmo que frustrada em seu objetivo, a conspiração de Bolsonaro está diretamente relacionada aos acampamentos golpistas diante dos quartéis após as eleições, aos bloqueios criminosos de rodovias, ao ataque violento à sede da PF na noite da diplomação de Lula, aos incêndios e ao atentado terrorista ao aeroporto de Brasília na véspera de Natal. Está diretamente ligada ao 8 de janeiro, à invasão e depredação das sedes dos Três Poderes".
Neste ponto, a parlamentar, aliada do presidente Lula (PT), foi enfática ao acusar o adversário político. "O golpe não foi consumado, mas isso não inocenta seus mentores, financiadores e muito menos seu chefe, pois o crime está comprovado", garantiu.