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Europa vive clima de pró-guerra

Premiê da Polônia afirma que Europa vive pré-guerra

Por: Profº Nicanor Fonte: atarde.com
30/03/2024 às 12h39 Atualizada em 31/03/2024 às 16h29
Europa vive clima de pró-guerra
reprodução

O primeiro-ministro da Polônia, Donald Tusk, afirmou que a Europa está em uma "era pré-guerra", mas ainda tem um "longo caminho a percorrer" antes de ter condições de enfrentar a ameaça que a Rússia representa.

“A guerra já não é um conceito do passado. É real e começou há mais de dois anos. A coisa mais preocupante no momento é que literalmente qualquer cenário é possível. Não vemos uma situação como essa desde 1945”, afirmou Tusk para o jornal da Alemanha, Die Welt.

“Eu sei que parece devastador, especialmente para a geração mais jovem, mas temos que nos acostumar com o fato de que uma nova era começou: a era pré-guerra. Não estou exagerando, está ficando cada dia mais claro", continuou.

Líderes europeus e oficiais militares entraram em alerta desde que a Rússia oficializou sua invasão em grande escala à Ucrânia, em fevereiro de 2022. A preocupação é de que o conflito poderá se espalhar em outros países do continente.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, negou em diversas oportunidades que o país teria o interesse de atacar países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

A escalada da guerra levou preocupações para diferentes países na Europa. Recentemente, a Suécia e a Finlândia aderiram à OTAN, algo impensável antes da guerra na Ucrânia. Estônia e Lituânia reforçaram seus orçamentos de defesa muito acima do compromisso mínimo da OTAN, enquanto a Moldávia, que faz fronteira com a Ucrânia, corre para fazer parte da União Europeia.

França, Alemanha e Polônia lideram os esforços para rearmar o continente e se preparar contra novas invasões da Rússia. No último fim de semana, a Polônia disse que um míssil de cruzeiro russo contra a Ucrânia invadiu seu espaço aéreo e pediu uma explicação para Moscou.

“Putin já começou a culpar a Ucrânia pela preparação desse ataque, embora não tenha fornecido nenhuma evidência. Obviamente, ele sente a necessidade de justificar os ataques cada vez mais violentos em locais civis na Ucrânia”, disse Tusk.

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