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Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência.

Governo do Irã já matou mais de 5.000 pessoas que protestavam nas ruas

Por: Profº Nicanor Fonte: noticiasaominuto
18/01/2026 às 20h59 Atualizada em 25/01/2026 às 14h18
Mortes em protestos no Irã chegam a 5.000, diz agência.
reprodução

Autoridades locais responsabilizaram os "terroristas e manifestantes armados" pelas mortes de "iranianos inocentes", segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

 

As autoridades iranianas confirmaram à Reuters a morte de pelo menos 5.000 pessoas durante protestos no Irã, incluindo cerca de 500 membros das forças de segurança.

Autoridades locais responsabilizaram os "terroristas e manifestantes armados" pelas mortes de "iranianos inocentes", segundo um oficial iraniano que falou à Reuters.

A confirmação foi feita por um oficial iraniano que preferiu não se identificar devido à sensibilidade do assunto. Segundo a Reuters, os confrontos mais intensos e o maior número de mortes ocorreram nas áreas curdas do noroeste do Irã, onde separatistas curdos têm sido ativos.

O oficial afirmou que o número final de mortos não deve aumentar drasticamente. Ele também acusou "Israel e grupos armados no exterior" de apoiarem e equiparem os manifestantes.

O Irã frequentemente culpam inimigos estrangeiros pelos distúrbios. Israel, considerado um grande adversário da República Islâmica, realizou ataques militares contra o país em junho.

 

O grupo de direitos humanos HRANA, com sede nos EUA, relatou que o número de mortos chegou a 3.308. Além disso, há outros 4.382 casos sob revisão e mais de 24.000 prisões confirmadas.

Líder supremo fez ameaças aos manifestantes

O líder supremo do Irã afirmou que as autoridades devem agir com rigor contra os manifestantes. Ali Khamenei destacou a obrigação de "quebrar as costas dos insurgentes". Ele fez essa declaração durante um evento religioso, enfatizando que não haverá perdão para criminosos domésticos ou internacionais.

Os protestos no Irã começaram em 28 de dezembro. Inicialmente liderados por comerciantes insatisfeitos com a crise econômica, os protestos se transformaram em uma mobilização contra o regime teocrático

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