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Depois da Groenlândia, Trump mira Cuba

Donald Trump quer agora bloquear economia de Cuba

Por: Profº Nicanor Fonte: oantagonista
22/01/2026 às 11h43 Atualizada em 23/01/2026 às 22h53
Depois da Groenlândia, Trump mira Cuba
reprodução

Depois da operação de extrair Nicolás Maduro da Venezuela, de ameaçar o Irã e dar declarações bombásticas sobre anexar a Groenlândia, a Casa Branca parece já ter um novo alvo: Cuba.

Segundo reportagem do Wall Street Journal, já se discute internamente uma estratégia explícita para provocar a queda do regime cubano ainda em 2026.

A avaliação do gabinete de Trump é de que a combinação entre crise econômica prolongada, desgaste político e insatisfação social teria criado um ambiente mais vulnerável do que em ciclos anteriores, ideal para uma ação estruturada, não de improviso, para acelerar um processo que há décadas resiste a sanções, isolamento diplomático e tentativas indiretas de pressão externa.

 A estratégia discutida em Washington combina sanções econômicas ainda mais duras, apoio a grupos opositores e articulação diplomática com aliados regionais. O discurso oficial evita detalhes, mas fontes ouvidas pelo jornal afirmam que há uma leitura de enfraquecimento interno do regime cubano, agravado pela crise econômica, pela escassez de alimentos e energia e pelo desgaste do modelo político.

Desde que interviu na Venezuela, os Estados Unidos bloquearam a remessa de petróleo para Cuba, fundamental para ser transformado em combustível e manter o funcionamento das usinas termoelétricas, fonte da maior parte da energia elétrica local.

 De toda a forma, para a equipe de Trump, esse cenário abriria uma janela para acelerar um desfecho que governos anteriores não conseguiram alcançar.

O cálculo, porém, envolve riscos. Iniciativas externas com esse objetivo tendem a fortalecer a retórica de resistência em Havana e a fechar espaços de negociação. Há também o fator internacional, já que Rússia e China ainda mantêm vínculos com a ilha e acompanham de perto qualquer movimento mais agressivo dos Estados Unidos.

Mesmo parceiros tradicionais de Washington na América Latina demonstram cautela diante de ações que possam gerar instabilidade regional ou fluxo migratório adicional. O México, por exemplo, segue como fornecedor importante de petróleo para Cuba, o que limita o alcance imediato de uma pressão energética mais forte.

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