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EUA pretende classificar as facções criminosas como terroristas

Trump quer enquadrar as facções brasileiras como organizações terroristas

Por: Profº Nicanor Fonte: r7noticias
28/05/2026 às 22h12 Atualizada em 23/06/2026 às 13h18
EUA pretende classificar as facções criminosas como terroristas
reprodução

Os Estados Unidos pretendem designar as facções criminosas PCC (Primeiro Comando da Capital) e CV (Comando Vermelho) como “Organizações Terroristas Estrangeiras” a partir de 5 de junho, disse o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, nesta quinta-feira (28).

A decisão foi anunciada pelo perfil de Rubio na rede social X. O secretário definiu as duas facções como “duas das mais violentas organizações criminosas no Brasil” e com capacidade de atingir os EUA.

“O governo Trump continuará usando toda ferramenta disponível para proteger os interesses de nossa segurança nacional e impedir que lucro e recursos cheguem a narcoterroristas”, conclui a mensagem.

A medida vem após a reunião entre o pré-candidato à Presidência do Brasil Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o presidente americano Donald Trump. Após o encontro, o comunicador Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro, afirmou que a classificação das facções brasileiras como terroristas foi um dos pontos em pauta entre os dois políticos.

                                                       Posição contrária

Nesta quinta, pela manhã, o Assessor-Chefe da Assessoria Especial do Presidente da República do Brasil, Celso Amorim, discursou durante o Fórum Internacional de Segurança em Moscou e comentou sobre a possibilidade da classificação pelo governo americano.

Amorim criticou as ações de interferência dos EUA na América Latina e, nesse sentido, defendeu o trabalho do governo federal para o combate às redes criminosas.

 

“O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Equiparar o crime organizado ao terrorismo, contudo, não ajuda. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime”, argumentou.

O assessor alertou para as ameaças de ‘viver em um mundo sem regras’ no qual ‘prevalece o unilateralismo’. “Estamos dedicando crescente atenção à nossa política de defesa, aprimorando nossas capacidades tecnológicas e modernizando nossos equipamentos para garantir a dissuasão. Estamos plenamente conscientes da necessidade de assegurar nossa soberania digital”.

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