Sábado, 19 de Setembro de 2026
20°C 27°C
União dos Palmares, AL
Publicidade

Médico alemão é condenado a prisão perpétua por matar 15 pacientes

Médico passava sedativos e as pessoas morriam em poucos minutos depois.

Por: Profº Nicanor Fonte: ultimosegundo.ig
09/07/2026 às 13h41
Médico alemão é condenado a prisão perpétua por matar 15 pacientes
reprodução

O homem teria estudado cientificamente os homicídios dentro da sua tese de doutorado em medicina; o profissional admitiu em tribunal ter "matado pessoas", afirmando: "Desespero de mim próprio"

 

A juíza, que analisou o caso, citou a excepcional gravidade do crime e qualificou o médico de "assassino em série"

Acusado de matar 12 mulheres e 3 homens entre setembro de 2021 e julho de 2024, utilizando 'cocktails' letais de sedativos, o médico, de 41 anos, identificado como Johannes M., é suspeito de um número significativamente maior de assassinatos em investigações em curso.

O médico foi acusado de administrar às suas vítimas um sedativo seguido de um relaxante muscular que, quando combinados, provocam paralisia dos músculos respiratórios, parada respiratória e morte "em minutos".

As vítimas, todas sob os seus cuidados médicos na época, tinham entre 25 e 94 anos.

Em pelo menos cinco ocasiões, terá incendiado os apartamentos das vítimas para encobrir os homicídios.

 

Segundo o semanário alemão Die Zeit, o alerta foi dado em julho de 2024, quando a supervisora de um serviço de assistência domiciliar em Berlim achou estranho que tantos doentes de Johannes M. tivessem morrido repentinamente e que tantos apartamentos estivessem em chamas no momento das suas mortes.

O médico foi preso no início de agosto, quando regressava de férias, inicialmente pelo homicídio de quatro doentes mas rapidamente a lista das suas supostas vítimas aumentou: subiu para oito em novembro, 10 em fevereiro e 15 em abril.

Em 2025, os procuradores afirmaram que o acusado parecia não ter "qualquer outro motivo para matar estas pessoas para além do próprio ato de matar e na segunda-feira o médico admitiu em tribunal ter "matado pessoas", afirmando: "Desespero de mim próprio".

O ex-enfermeiro Niels Högel, que sofria de "grave transtorno de personalidade narcisista", segundo psiquiatras, foi condenado em junho de 2019 a prisão perpétua pelo assassinato de pelo menos 85 pacientes em dois hospitais da Baixa Saxónia, no noroeste da Alemanha.  

 

* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Lenium - Criar site de notícias