
A juíza, que analisou o caso, citou a excepcional gravidade do crime e qualificou o médico de "assassino em série"
Acusado de matar 12 mulheres e 3 homens entre setembro de 2021 e julho de 2024, utilizando 'cocktails' letais de sedativos, o médico, de 41 anos, identificado como Johannes M., é suspeito de um número significativamente maior de assassinatos em investigações em curso.
O médico foi acusado de administrar às suas vítimas um sedativo seguido de um relaxante muscular que, quando combinados, provocam paralisia dos músculos respiratórios, parada respiratória e morte "em minutos".
As vítimas, todas sob os seus cuidados médicos na época, tinham entre 25 e 94 anos.
Em pelo menos cinco ocasiões, terá incendiado os apartamentos das vítimas para encobrir os homicídios.
Segundo o semanário alemão Die Zeit, o alerta foi dado em julho de 2024, quando a supervisora de um serviço de assistência domiciliar em Berlim achou estranho que tantos doentes de Johannes M. tivessem morrido repentinamente e que tantos apartamentos estivessem em chamas no momento das suas mortes.
O médico foi preso no início de agosto, quando regressava de férias, inicialmente pelo homicídio de quatro doentes mas rapidamente a lista das suas supostas vítimas aumentou: subiu para oito em novembro, 10 em fevereiro e 15 em abril.
Em 2025, os procuradores afirmaram que o acusado parecia não ter "qualquer outro motivo para matar estas pessoas para além do próprio ato de matar e na segunda-feira o médico admitiu em tribunal ter "matado pessoas", afirmando: "Desespero de mim próprio".
O ex-enfermeiro Niels Högel, que sofria de "grave transtorno de personalidade narcisista", segundo psiquiatras, foi condenado em junho de 2019 a prisão perpétua pelo assassinato de pelo menos 85 pacientes em dois hospitais da Baixa Saxónia, no noroeste da Alemanha.