
A Proclamação da República foi na verdade um golpe comandando por um ex-monarquista, o Marechal Deodoro da Fonseca, atendendo interesses de militares insatisfeitos com o imperador desde a vitória do Brasil sobre o Paraguai, na Guerra do Paraguai entre 1864-1870.
Além da insatisfação dos militares com a falta de apoio por parte do Imperador D.Pedro II, havia o crescimento da classe empresarial, dos profissionais liberais, que ainda não tinham representação política.
O golpe da derrubada da monarquia para implantar a República estava marcado para o dia 20 de novembro. Correu um boato no dia 14, que Deodoro da Fonseca tinha sido preso. Descobriram que era boato apenas. Isso inflamou os militares e no dia 15 de novembro, Deodoro da Fonseca liderou uma agitação nos quartéis de Campo de Santana. Os militares ocuparam o Ministério da Guerra e derrubaram o gabinete do Visconde de Ouro Preto.
Políticos monarquistas foram presos e a família real recebeu aviso para deixar o país.
O Marechal Deodoro da Fonseca havia se tornado oposição seis meses antes do golpe e era muito bem relacionado com a classe empresarial, com os advogados e intelectuais, daí, foi escolhido para ser o comandante da operação do golpe, já que Floriano Peixoto, militar da mesma época era considerado muito radical.
Deodoro da Fonseca assumiu a Presidência da República, mas não tinha habilidade para gerenciar o país, que passou por momentos de crise. Com medo de ter problemas pela frente, Deodoro deu um golpe no ano de 1891 quando declarou estado de sítio. Ocorreram muitas manifestações contra a decisão de Deodoro, que terminou renunciando e em seu lugar assumiu o vice-presidente Floriano Peixoto.
Ou seja, a república nasceu de um golpe, passou por crises até a presente data e atualmente vive crise de poderes, com o Presidente do Poder Executivo interferindo e mandando nos 03 poderes como se fosse imperador. (Folha de São Paulo).