
A cidade está fechando as portas. Lugares que antes ficavam cheios de gente tornaram-se lugares fantasmas, com enormes restrições impostas a nossas vidas: quarentenas, fechamentos de escolas, restrições de viagens e proibições de reuniões.
É uma necessidade imposta pelo Governo do Estado e por um Decreto Municipal.
É uma resposta a uma doença sem paralelos na história recente. E o que todo mundo quer saber é quando tudo isso vai passar e quando, enfim, poderemos continuar com nossas vidas?
No Brasil, o ministro da Saúde, Henrique Mandetta, disse que o pico de casos deve ocorrer até o mês de junho.
"Nós estamos imaginando que nós vamos trabalhar com números ascendentes, espirais em abril, maio, junho. Nós vamos passar aí 60 a 90 dias de muito estresse para que quando chegarmos ao fim de junho, julho, a gente imagina que entra no platô. Agosto, setembro a gente deve estar voltando, desde que a gente construa a chamada imunidade de mais de 50% das pessoas", disse Mandetta nesta semana.
Está claro que manter tudo fechado e sem funcionamento não é sustentável a longo prazo, já que o dano social e econômico seria catastrófico.
O que as autoridades municipais precisam é de uma "estratégia de saída", ou seja, uma maneira de eliminar as restrições e conseguir voltar ao normal, lembrando que o coronavírus não vai desaparecer tão cedo.
A Secretaria Municipal de Saúde está trabalhando em parceria com a Secretaria de Saúde do Estado, na tentativa de encontrar uma forma de ter vacinação em boa quantidade, pessoas de tornando imunes por conta da vacinação e mudarmos o nosso comportamento na sociedade.
O problema é que ainda não existe a vacina que dê imunidade à população e a previsão do surgimento da vacina no comércio é de 12 a 18 meses. Uma catástrofe mundial se assim for.
O prefeito de União dos Palmares, Areski de Freitas, tem gravado mensagens tentando tranquilizar os moradores e informando as providências que estão sendo tomadas pela Secretaria de Saúde. A cidade não tem nenhum caso positivo, apenas uma suspeita, o que dá certa tranquilidade à população.
Nesta hora não deve haver partidos de esquerda nem de direita. É uma questão social, questão humanitária e até de sobrevivência política. É hora de todos se unirem numa corrente positiva e torcendo para que nossas autoridades médicas possam trazer boas notícias o mais breve possível. (Nicanor Filho).