
Um dia depois de se reunir com o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, o presidente Jair Bolsonaro comentou nesta quinta-feira o pedido do correligionário para que o governo altere o edital de concessão do aeroporto Santos Dumont.
Lembrando que nasceu em São Paulo, mas se elegeu pelo Rio, afirmou que tem interesse em atender as demandas do estado com relação ao leilão, mas que precisa atender também o usuário.
O ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, admitiu mudar detalhes do edital, sem citar quais. O texto está em análise pelo Tribunal de Contas da União (TCU), mas as conclusões do grupo de trabalho serão enviadas à Corte.
"Ao final dessa discussão, nós vamos ficar com um modelo bom, que preserve o terminal Rio, que preserve a capacidade do sistema multiaeroportos do Rio, que faça com que esses dois aeroportos possam crescer de forma sustentável. Vamos fazer uma boa discussão. O que a gente pode esperar como resultado é mais investimento para o Estado do Rio e uma configuração harmônica de operação desses dois aeroportos."
Após a visita de Cláudio Castro ao presidente e ao ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, o governo federal anunciou a criação de um grupo de trabalho que trabalhará ao longo de um mês para revisar o modelo de concessão.
O grupo contará com representantes do governo do Rio, do governo federal e empresários.
Autoridades fluminenses avaliam que o modelo proposto até agora levaria ao esvaziamento do Galeão, o aeroporto internacional, o que seria prejudicial para a economia do Rio.
Isso acontece porque o edital permite a ampliação de voos no Santos Dumont, localizado no Centro da cidade. Com a mudança, a avaliação é que ele atuaria como terminal concorrente.