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Saúde Saúde

Birra de criança pode ser um transtorno; saiba diferenciar e o que fazer

Mau humor de criança pode ser problema sério.

28/12/2020 17h13 Atualizada há 2 meses
Por: Profº Nicanor Fonte: uol
Imagem: iStock
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Afrontar pais e professores, ter acessos de raiva, ignorar regras, gritar ou espernear ao experimentar algum tipo de frustração são algumas atitudes que, em crianças e adolescentes (mas principalmente entre os mais novos), são imediatamente rotuladas como birra ou falta de educação. Mas o comportamento pode indicar o chamado TOD (Transtorno Opositivo-Desafiador), um problema que não é tão comum, mas que provoca muito sofrimento e dificuldade para os envolvidos, uma vez que afeta drasticamente a vida familiar e social

É possível manter o TOD sob controle, mas isso requer uma compreensão total do distúrbio. Segundo Layla Campagnaro, psiquiatra do Centro de Saúde da Mulher do Hospital e Maternidade Pro Matre, em São Paulo (SP), ele é caracterizado por padrões persistentes de comportamento negativista, desobediente e hostil diante dos pais ou pessoas de autoridade. Além disso, há reações desequilibradas e desproporcionais a certos acontecimentos, nas quais se sobressai a impaciência. "Baixa autoestima e irritação excessiva também fazem parte do quadro", diz ela.

- "São crianças provocativas e intempestivas, com dificuldade de controle emocional, que se indispõem facilmente com os outros e não se responsabilizam por falhas de comportamento nem aceitam explicações lógicas", diz Deborah Moss, neuropsicóloga especialista em comportamento infantil e mestre em psicologia do desenvolvimento pela USP (Universidade de São Paulo). Questionar faz parte da infância, sendo considerada uma ação saudável e essencial para o desenvolvimento. Mas é importante que os pais fiquem atentos para comportamentos agressivos, irritadiços e impulsivos, característicos do TOD. "O diagnóstico pode ser difícil, já que a maioria das crianças exibe alguns dos sintomas oca

 Além dos problemas de aprendizado e de baixo rendimento escolar, Moss lembra que, em muitos casos, essas crianças sofrem bullying, são excluídas dos convites para as festas e brincadeiras em casas de amigos. "Há também certa rejeição entre os outros pais e até mesmo entre parentes. A família acaba evitando eventos e situações de exposição e preconceito", conta.

Esses conflitos foram enfrentados por Emanoele Freitas Silvas, mãe de Eros, 16, que recebeu o diagnóstico somente aos 12 anos, depois de muitos anos de busca e pesquisa. "As pessoas falam coisas como 'se fosse meu filho, eu daria um jeito', 'você não sabe criar seu filho', 'ele não obedece porque você o mima' passear em shoppings ou em locais muito cheios não fazemos até hoje, porque ele ainda apresenta sintomas quando contrariado", diz a mãe. Entretanto, as crises de raiva e oposição já são bem mais esporádicas do que antes, afirma ela, que acabou se formando em neurociência e se especializando em ABA (Análise do Comportamento Aplicada) para ajudar o filho. Como dica para quem tem uma criança com diagnóstico de TOD, ela recomenda que os pais devem se cuidar e aprender como ajudar o filho, antes de tudo, pois apenas a terapia não surte o efeito desejado.

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