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Japão diz ter encontrado nova variante em viajantes que estiveram no Brasil.

Viajantes passaram pelo Amazonas e se infectaram.

10/01/2021 13h33
Por: Redacao Fonte: uol
Nova variante é diferente das encontradas no Reino Unido e na África do Sul, diz gover
Nova variante é diferente das encontradas no Reino Unido e na África do Sul, diz gover

O Ministério da Saúde do Japão anunciou hoje que uma nova variante do coronavírus foi detectada em quatro viajantes que estiveram no Brasil, mais especificamente do estado do Amazonas. Eles chegaram em Tóquio pelo aeroporto Haneda, no dia 2 de janeiro, e tiveram teste positivo durante a quarentena imposta a viajantes. Embora agências tenham informado que se trata de brasileiros, ainda não há confirmação sobre a nacionalidade dos infectados.

Dos quatro viajantes, um homem na faixa dos 40 anos de idade apresentou problemas respiratórios, uma mulher de cerca de 30 anos relatou dor de cabeça e garganta e um adolescente teve febre. Segundo o governo do Japão, a outra infectada, uma adolescente, não apresentou sintomas. Um oficial do ministério disse que estudos estão em andamento para determinar a eficácia das vacinas contra a nova variante, que é diferente das encontradas no Reino Unido e na África do Sul e levaram à disparada de novos casos.

"Até o momento, não há indícios que mostram que essa nova variante encontrada é altamente infecciosa", disse Takaji Wakita, chefe do Instituto Nacional de Doenças Infecciosas do Japão. Após o crescimento no número de novos casos de coronavírus, o Japão declarou estado de emergência em Tóquio e cidades ao redor da capital nesta quinta-feira, 7. O país já soma quase 290 mil casos de covid-19, com 4.061 óbitos em decorrência da doença.

Já o Amazonas, de onde os viajantes partiram, enfrenta nova explosão do número de infectados e mortos pelo coronavírus. O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), decretou estado de emergência na cidade pelo período de 180 dias para tentar conter o avanço da pandemia. O governo estadual também decretou estado de calamidade pública pelos próximos seis meses.

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