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Eleição indireta a governador e vice não é fato inédito em Alagoas

A dupla vacância já ocorreu antes, em Alagoas

24/04/2022 às 14h44
Por: Profº Nicanor Fonte: Folha de Alagoas
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A dupla vacância nos cargos de governador e vice-governador não é um fato inédito no Estado de Alagoas. Em 1978 ocorreu uma situação semelhante, que resultou na realização de uma eleição indireta no Parlamento alagoano, com a renúncia do então governador Divaldo Suruagy, que deixou o cargo para pleitear uma vaga na Câmara Federal.

Já o vice, Antonio Gomes de Barros, havia falecido em 1976. Com isso, o Governo foi assumido pelo então presidente do Tribunal de Justiça de Alagoas, Ernande Lopes Dorvillé, em 14 de agosto de 1978.

Trinta dias depois, Geraldo Medeiros Melo foi eleito, por unanimidade, ficando à frente do Executivo até entregar o cargo a Guilherme Palmeira, em março de 1979. Para o cargo de vice-governador foi eleito o ex-deputado e pecuarista Antonio Guedes do Amaral.

Os eleitos pelo Colégio Eleitoral comandaram o Estado pelo período de sete meses. De acordo com jornais da época, a reunião foi tão prestigiada que o então deputado José Tavares, que se recuperava de um acidente automobilístico, foi à Assembleia Legislativa somente para votar nos dois candidatos.

Após a eleição, Geraldo Melo disse que daria continuidade aos trabalhos iniciados na gestão de Divaldo Suruagy, com a mesma equipe que o ajudou a construir sua administração. “Jamais pensaria em substituir homens que souberam corresponder à confiança do povo e do Governo”, disse ele.

Renúncia
Para disputar a vaga, Geraldo Melo, que era presidente do Legislativo, renunciou ao mandato um dia antes do pleito, conforme ata da sessão ordinária do dia 12 de setembro de 1978, sendo a presidência do Poder assumida pelo deputado José Bandeira. D

e acordo com a ata, durante a sessão, foi lido o requerimento da Aliança Renovadora Nacional (Arena) solicitando o registro das candidaturas de Geraldo Melo e Antônio Guedes do Amaral como candidatos a governador e vice-governador do Estado, respectivamente, à eleição de 13 de setembro daquele mesmo ano, pelo Colégio Eleitoral.

O documento histórico registra ainda a fala do deputado Jorge Quintela para dizer que, nos 16 anos como parlamentar, aquela era a primeira vez que assistia a renúncia de um presidente da Casa. “E como será eleito, acredito que o deputado Geraldo Melo será o continuador da formidável obra de Divaldo Suruagy”, destcou Quintela.

Na sequência, o então deputado Narcizo Lúcio elogiou a passagem de Geraldo Melo pelo Parlamento alagoano. “Como presidente do Poder Legislativo foi um homem equilibrado e honesto”, ressaltou Lúcio. A ata é encerrada com o pronunciamento de Melo agradecendo aos pares pelo apoio que lhe foi dado durante o período que esteve à frente da presidência da Casa.

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