
Mesmo os apaixonados pelo inverno, com as bebidas quentes e o aconchego das cobertas, têm mais dificuldade de levantar da cama de manhã. Em algumas pessoas, chega a bater um desânimo e até uma tristeza. E não se trata de frescura: é biológico. A falta de luminosidade, especialmente dos raios solares, realmente causa uma maior sensação de moleza e preguiça.
Durante a noite, nosso cérebro secreta a melatonina, hormônio responsável por regular o relógio biológico e fazer com que tenhamos sono —e, consequentemente, mais disposição durante o dia. Na ausência de luz, as pessoas permanecem nesse padrão noturno, ou seja: com mais sonolência, desânimo, irritabilidade e mais apetite que o normal. É como se o cérebro entendesse que ainda é tempo de dormir. Dias iluminados, por outro lado, fazem com que nosso organismo produza substâncias que favorecem a animação, a disposição e o engajamento em atividades, sejam exercícios físicos ou interações sociais. Tudo isso é essencial para a nossa saúde mental.
Além disso, a ausência do sol atrapalha a fixação da vitamina D, outra substância ligada ao combate de sintomas depressivos. A luz solar também ativa a produção da dopamina e serotonina (neurotransmissores relacionados à felicidade). Por isso, não deixe de lado as atividades físicas, que também liberam a endorfina. Beije, abrace e conviva presencialmente No Brasil, apesar de termos sol na maioria dos dias invernais, entramos na lógica de sair menos de casa quando dá aquela esfriada. A falta de contato humano e de segurança emocional, a introspecção e a baixa produção de "hormônios da felicidade" colaboram para quadros de tristeza.