
O Partido Liberal (PL), sigla do presidente Jair Bolsonaro, não enviou representantes para visitar o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) a fim de inspecionar o código-fonte das urnas eletrônicas, alvos de ataques do presidente. A informação é do jornal Folha de São Paulo.
Bolsonaro intensificou os ataques às urnas desde que se viu em apuros nas pesquisas de intenção de voto, usando suas lives e pronunciamentos para incitar a descrença no processo eleitoral brasileiro. A tática rendeu um inquérito na Justiça eleitoral.
O código-fonte é um conjunto de linhas de programação que dão as instruções de funcionamento para a urna eletrônica. A visita técnica está disponível desde 4 de outubro, mesmo assim o PL não manifestou interesse em apurar se há indício de fraude.
Em maio, Bolsonaro disse em suas lives semanais que o PL contratará uma "auditoria paralela" para contagem dos votos. O partido ainda não confirmou se contratará ou não uma empresa. O presidente também disse querer participação das Forças Armadas na Comissão de Transparência Eleitoral (CTE).