No que já está sendo considerado nos meios diplomáticos como o início de uma das fases mais perigosas da guerra na Ucrânia, o presidente russo Vladimir Putin elevou a tensão ao anunciar na quarta-feira uma mobilização militar parcial na Rússia. O Kremlin, mesmo diante da abertura da Assembleia-Geral da ONU (Organização das Nações Unidas), também voltou a flertar com a opção nuclear, alertando que vai usar de "todos os meios disponíveis" diante do que Putin chama da tentativa do Ocidente de "destruir nosso país".
Em declaração em rede nacional, o presidente russo voltou a culpar as nações ocidentais por iniciarem uma guerra por procuração com a Rússia. Instantes depois da alocução de Putin, o alto comando russo indicou que a mobilização do país poderá envolver 300 mil soldados, além de um aumento no financiamento para impulsionar a produção de armas da Rússia.