
Segundo Planalto, medida visa impedir garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região; tema foi discutido em reunião com ministros
Lula (PT) determinou agilidade para cortar os tráfegos aéreo e fluvial de garimpos ilegais em terras dos yanomamis, em Roraima. Durante reunião hoje com sete ministros e o comandante da Aeronáutica, brigadeiro Marcelo Damasceno, o presidente da República ordenou que as ações sejam feitas “no menor prazo”, “para estancar a mortandade e auxiliar as famílias yanomami”.
“As iniciativas visam combater, o mais rápido possível, o garimpo ilegal e outras atividades criminosas na região impedindo o transporte aéreo e fluvial que abastece os grupos criminosos”, afirmou o Planalto, em nota.
“As ações também visam impedir o acesso de pessoas não autorizadas pelo poder público à região buscando não apenas impedir atividades ilegais, mas também a disseminação de doenças”, acrescentou.
Participaram da reunião os ministros Alexandre Padilha (das Relações Institucionais); Alexandre Silveira (Minas e Energia); Flávio Dino (Justiça e Segurança Pública); José Múcio Monteiro (Defesa); Rui Costa (Casa Civil); Silvio Almeida (Direitos Humanos) e Sônia Guajajara (Povos Indígenas).
Diante da crise humanitária envolvendo os yanomamis, o governo determinou a criação de um grupo de trabalho com “finalidade de propor medidas contra a atuação de organizações criminosas, inclusive com a exploração do garimpo, em terras indígenas”, com 60 dias para concluir seus trabalhos. A portaria foi assinada por Flávio Dino e publicada na edição de hoje do Diário Oficial da União.