A Coreia do Norte ameaçou nesta sexta (17) dar uma resposta "sem precedentes" às operações conjuntas dos EUA e da vizinha Coreia do Sul. Os dois países se prepararam para seus exercícios militares anuais, em um esforço para afastar as crescentes ameaças nucleares da ditadura de Kim Jong-un.
A chancelaria de Pyongyang acusou os EUA de escalarem a tensão e usarem o Conselho de Segurança da ONU, o órgão máximo da organização, como uma "ferramenta política hostil e ilegal" para pressionar o regime norte-coreano ao criar uma espécie de "sério vórtice de tensão" sem justificativa.
"Se é uma opção para os EUA mostrar toda a sua força, também é para a Coreia do Norte", diz a pasta. "Se EUA e Coreia do Sul colocarem em prática o plano de exercícios militares que consideramos preparativos para uma guerra, sofrerão reações sem precedentes."
O regime de Pyongyang critica há anos os exercícios conjuntos dos dois países aliados. Com o presidente Yoon Suk Yeol, a Coreia do Sul intensificou esse tipo de evento com Washington, algo que havia escasseado durante a pandemia de Covid-19.
A declaração foi divulgada menos de duas horas depois de a Coreia do Sul anunciar a reunião com os EUA para 22 de fevereiro. O objetivo do encontro é aprimorar as operações nucleares americanas e começar um treinamento em março.