
Taila de Oliveira Gnecco, 30, moradora do Sertão de Camburi, em São Sebastião (SP), está há quatro dias com dores no corpo, ânsia de vômito e diarreia. A mãe dela, de 66 anos, chegou a desmaiar. As duas foram diagnosticadas com virose —a suspeita é que ficaram doentes após contato com a água contaminada pela enxurrada de lama provocada pelas chuvas que atingiram o litoral norte.
Aumento de 30% nos atendimentos a pacientes com gastroenterite (afeta estômago e intestino). A Secretaria de Saúde de São Sebastião informou que houve, nos últimos dias, essa alta na procura a unidades de saúde do município —principalmente na costa sul.
Segundo a pasta, apesar de considerar comuns casos de pessoas com problemas intestinais, a alta levantou um alerta. A cor da água mudou, não temos saneamento básico, a gente vê as valas de esgoto a céu aberto. A água está bem marrom. É um cheiro de morte, o cheiro que temos sentido do desbarrancamento, que mistura tudo."
Moradores temem novas contaminações. Quando a chuva deu uma trégua, a lama se transformou em poeira e começaram a aparecer os problemas respiratórios. Ela afirma ainda que ao menos quatro voluntários foram diagnosticados com leptospirose.