
Uma família que mora em Duque de Caxias, Baixada Fluminense, denuncia um motorista de aplicativo que teria se negado em transportar o grupo que estava com roupas de candomblé. O caso ocorreu no final de semana e, segundo o relato de Taís da Silva Fraga, que iria a um centro de candomblé com suas filhas e sogra, o homem impediu o embarque delas, pois estavam com roupas de santo. A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) investiga se houve intolerância religiosa. Os agentes devem ouvir um novo depoimento das vítimas e tentam localizar o motorista.
“Um constrangimento, um preconceito nunca vivido. Foi doído. Essa nossa roupa é uma conexão direta com a nossa religião. É um momento de paz, de energia e estar conectado realmente com a nossa religião, com o candomblé, e é isso. Ele não precisou nem falar. O olhar dele já disse tudo. Ele olhou a gente e simplesmente falou que a gente não ia entrar no carro. Não precisava nem dizer mais nada", disse Tais ao Bom Dia Rio.
Nas imagens é possível ver que o motorista faz um sinal com a mão esquerda e a menina fecha a porta. A sogra de Taís e avó das meninas tenta falar com o homem, abre novamente a porta do carro, mas o motorista tenta arrancar com o veículo mesmo com a porta aberta. Após a mulher fechar novamente a porta, ele sai em disparada e faz outro sinal com o braço esquerdo para a família.
Segundo Tais, a família teve problemas ao tentar registrar o caso na delegacia online. A Polícia Civil informou que investiga se houve intolerância religiosa por parte do motorista.
Em nota enviada ao G1, a Uber afirmou que não tolera qualquer forma de discriminação e se colocou à disposição para colaborar com as investigações. A empresa informou ainda que desativou temporariamente a conta do motorista durante a apuração do caso e reafirmou seu compromisso em promover o respeito, igualdade e inclusão para todos que usam o aplicativo.