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Brasil vive epidemia de violência em escolas e não sabe como lidar

Brasil tem dificuldades em acabar com a violencia nas escolas

Por: Profº Nicanor Fonte: uol
23/10/2023 às 16h44 Atualizada em 24/10/2023 às 19h18

Os casos de violência nas escolas se tornaram uma epidemia no Brasil e o país ainda não sabe como enfrentar o problema. A avaliação é do colunista do UOL Josias de Souza, sobre o ataque a tiros a uma instituição de ensino na cidade de São Paulo que deixou pelo menos um morto e dois feridos.

Não podemos analisar esse episódio como um caso isolado. O Brasil está submetido a problemas cada vez mais agudos e não consegue resolver suas moléstias sociais. O país morre a conta-gotas nas estatísticas de homicídio. Mata-se em toda parte, inclusive nas escolas. A reiteração da violência nas escolas precisa conduzir o Brasil a duas conclusões óbvias. Estamos diante de uma epidemia e não sabemos como lidar com ela.

 

É um problema que não envolve apenas o Estado, mas também o ambiente escolar, as famílias e a dificuldade que a sociedade tem de lidar com essas ferramentas da modernidade. Hoje, as crianças conversam mais com as telas virtuais do que com os pais. Enquanto não lidarmos adequadamente com o problema, vamos experimentar essa reincidência de assassinatos em esc

 

A deputada estadual Professora Bebel (PT-SP) afirmou que o governo de São Paulo "tem total responsabilidade" sobre o ataque a tiros em uma escola em Sapopemba, na zona leste da capital. A parlamentar acusa o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos) de minimizar a questão da violência nas escolas e pediu para ele tomar providências urgentes, ou "esses casos vão continuar".

O governo de São Paulo tem total responsabilidade. Desde a morte da professora [Elizabeth Tenreiro, assassinada em março em um ataque a uma escola na Vila Sônia], estão acontecendo ondas de violência, o governador fez uma ação naquele caso e, depois, deixou para lá. Não pode. Tem que continuar aprofundando e, ao mesmo tempo, dando estrutura para as escolas.

O coronel da reserva da PM-SP José Vicente não vê necessidade de colocar detector de metais na entrada das escolas. O oficial defende medidas mais amplas para combater os casos de violência nas instituições e reforçou que a escola "deve ser a primeira prioridade do policiamento", o que ajudaria a inibir ataques violentos. Não é o caso [de se implementar detectores de metais]. A entrada dos alunos é muito tumultuada. Isso atrapalharia terrivelmente o andamento da rotina escolar. A polícia tem que ter uma análise de vulnerabilidade de cada estabelecimento, de tal forma que as escolas mais vulneráveis suscitam mais cuidados em termos da presença de policiais. A polícia sabe onde são essas escolas e deve direcionar um esforço concentrado de atenção em sua gestão. José Vicente, coronel da reserva da PM-SP

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