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Novo Atacarejo compra 2 lojas e avança no vácuo do Carrefour

Atacarejo cresce no Nordeste

Por: Profº Nicanor Fonte: ig
06/01/2024 às 12h39 Atualizada em 07/01/2024 às 16h46
Novo Atacarejo compra 2 lojas e avança no vácuo do Carrefour
reprodução

No Nordeste, enquanto os gigantes supermercadistas tradicionais choram as redes regionais vendem lenço, como evidenciam os últimos movimentos da companhia mineira Novo Atacarejo. No apagar das luzes de 2023, a empresa ganhou ainda mais musculatura na região, ao adquirir duas lojas – uma em Garanhuns (PE) e outra em Campina Grande (PB) – que pertenciam ao Grupo Carrefour Brasil.

A operação acontece num momento em que a multinacional francesa passa por dificuldades no país e está retirando a bandeira de hipermercados Carrefour da Bahia e Ceará, duas das maiores economias do Nordeste.

transação com o Novo Atacarejo foi aprovada pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) em 29 de dezembro, último dia útil do ano. O colegiado não divulgou os valores da transação. Procurado, o Novo Atacarejo respondeu, por meio de nota, que “essa compra faz parte do plano de expansão do grupo”, sem informar o investimento.

Essas novas unidades do grupo operam, até o momento, sob a bandeira TodoDia, que pertence ao antigo Grupo BIG, adquirido pelo Carrefour.

Em sua justificativa ao Cade para o desinvestimento nessas unidades, o Carrefour afirmou que essa transação foi considerada “uma oportunidade de negócio, contribuindo para a melhoria de sua eficiência financeira e alinhada à sua política de constante manutenção do parque de ativos”.

Novo Atacarejo cresce e Carrefour encolhe

Essa reviravolta no comércio nordestino acontece menos de dois anos após a compra do Grupo BIG pelo Grupo Carrefour Brasil. A Walmart (EUA) vendeu o BIG – dono das bandeiras BIG, BIG Bompreço, Super Bompreço, Nacional, Maxxi Atacado, Sam’s Club, TodoDia e de postos de combustíveis – numa transação anunciada em abril, aprovada pelo Cade em maio e concluída em junho de 2022.

A expectativa era que o maior grupo de varejo alimentar do país desse um salto sem precedentes ao avançar, por exemplo nos estados nordestinos, área de domínio tradicional do BIG, que detinha 181 lojas e 38 propriedades adicionais no mercado brasileiro.

Na fase em que a compra se tornou pública, o Carrefour afirmou que pretendia aumentar sua relevância em regiões onde tinha pouca participação, pois tinha identificado um forte potencial de crescimento. A estratégia incluía expansão em todos os formatos: supermercado, hipermercado, atacado e loja de vizinhança. O final dessa história, no entanto, foi bem diferente do previsto.

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