
Autoridades brasileiras já se debruçam sobre o provável impacto da guerra no Oriente Médio sobre os indicadores econômicos no Brasil. O principal efeito esperado é sobre preços de combustíveis e alimentos, ocasionado pela oscilação da cotação do petróleo.
O conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã se espraia sobre a região e poderá levar ao fechamento de uma das principais vias de transporte do óleo: o estreito de Ormuz, por onde passam 20% do fornecimento mundial.
A produção líquida de petróleo brasileira, assim como as reservas do país, devem atenuar os impactos da oscilação internacional. Mas um conflito prolongado provocará efeito inevitável, ainda mais ante a aversão ao risco que já se manifesta nos mercados financeiros mundiais.
A depender do patamar de variação do preço de negociação do petróleo, esse impacto sobre os preços no Brasil pode ser sentido entre 15 e 30 dias, com reflexo quase imediato sobre a cadeia produtiva e de transportes fortemente ligada aos combustíveis.
A subida do barril acima de US$ 85 é o sinal de alerta para as autoridades e para o mercado em geral. No domingo, dia seguinte ao ataque americano no Irã, o preço do barril do petróleo tipo Brent saltou 13%, chegando a US$ 81,89.
Por enquanto, a infraestrutura de produção não foi afetada de maneira relevante e o problema se limita à logística de transporte. Mas o cenário pode se modificar uma vez que o presidente americano estima que os ataques se estendam por pelo menos quatro semanas.