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Caos, choro e gritos: Uma colisão de trens deixou 90 feridos na Argentina

Um trem bate em outro que estava parado, na Argentina

11/05/2024 às 17h59 Atualizada em 12/05/2024 às 15h57
Por: Profº Nicanor Fonte: FolhaPE
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Uma colisão de trens em Buenos Aires, na Argentina, deixou cerca de 90 feridos nesta sexta-feira, relataram as autoridades do serviço de emergência da cidade, o Same.

 O acidente ocorreu quando um trem urbano com passageiros colidiu com outro que, por razões ainda em investigação, estava parado no bairro de Palermo, na capital. Em questão de segundos, o som da passagem do trem transformou-se numa freada longa e metálica, que durou uma “eternidade” de 10 segundos. De repente, o que parecia ser um dia tranquilo tornou-se caótico: após o acidente, pessoas foram vistas machucadas, gritando e chorando.

 Um esforço conjunto do Same mobilizou mais de 60 ambulâncias, seis motos e dois helicópteros que levaram os 55 feridos mais graves a 14 hospitais. Entre eles estava um dos maquinistas do trem, que sofreu um corte profundo na orelha e foi levado para o Tornú, onde recebeu alta horas depois.

Também houve feridos como uma bebê de 10 meses que viajava com a mãe e sofreu politraumatismo craniano, embora estivesse evoluindo favoravelmente, segundo as autoridades de saúde. Atualmente, 17 pessoas permanecem sob observação nos hospitais de Buenos Aires.

 

Pouco depois do impacto, Martín (sobrenome não divulgado), o maquinista do trem de passageiros, entrou em contato com o centro de controle de Retiro para relatar o incidente e informar sua localização. “Controle, batemos aqui. Havia um trem”, disse. A voz soava entrecortada, chocada, sem entender o que estava acontecendo. Os áudios das primeiras comunicações após o impacto agora estão nas mãos do juiz federal Julián Ercolini e do promotor Carlos Rívolo. O mesmo vale para os resultados das perícias realizadas no local do incidente.

 As primeiras versões, inclusive promovidas pelo sindicato La Fraternidad, falavam de um incidente decorrente da falta de manutenção das instalações e das constantes vandalizações que as instalações ferroviárias sofrem devido ao roubo de cabos, o que obrigaria a circular sem o sistema de semáforos, que é o principal mecanismo de segurança do sistema ferroviário. “Novamente ocorre um acidente devido à falta de manutenção que compromete a segurança do sistema.

 O roubo de cabos que fornecem energia aos semáforos e sinais que organizam o tráfego ferroviário está se tornando cada vez mais frequente”, disse o sindicato.

 Por que, inexplicavelmente, havia dois trens quase no mesmo ponto, na mesma curva, circulando na mesma via? Poderia ter sido uma tragédia de maiores proporções. O diretor do Seme, Alberto Crescenti, que chegou ao local poucos minutos depois, informou que todos os feridos foram atendidos dentro da primeira hora e que não houve vítimas fatais.

Mesmo quando todos os passageiros já haviam sido transferidos e retirados do aterro, cães da brigada canina foram enviados para verificar se não havia nenhum usuário preso ou não atendido.

 

 

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