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Ex-enfermeiros matam pacientes aplicando injeção de desinfetante

Três ex-enfermeiros queriam matar 03 pacientes, em Brasília

Por: Profº Nicanor Fonte: ig
19/01/2026 às 23h50 Atualizada em 25/01/2026 às 14h16
Ex-enfermeiros matam pacientes aplicando injeção de desinfetante
reprodução

Três ex-técnicos de enfermagem foram presos temporariamente pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) sob suspeita de matar três pacientes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), nos dias 19 de novembro e 01 de dezembro de 2025.

As mortes foram causadas pela injeção direta na veia de um medicamento de uso comum em UTIs, mas de aplicação letal dessa forma, e, em um dos casos, também de desinfetante.

A investigação da Polícia Civil, chamada Operação Anúbis, apura a motivação dos crimes. Dois suspeitos foram detidos em 11 de janeiro, e a terceira investigada foi presa em 15 de janeiro, ocasião em que a polícia apreendeu dispositivos eletrônicos que podem auxiliar na investigação.

Mandados de busca e apreensão também foram cumpridos em Taguatinga, Brazlândia e Águas Lindas/GO, segundo a PCDF.

O Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) informou em nota ao Portal iG que, por se tratar de caso recente, ele provavelmente continua na fase de inquérito. Ao ser disponibilizado, o processo será enviado à Promotoria de Justiça responsável, que definirá as medidas cabíveis.

Apuração da polícia

Em coletiva de imprensa o delegado Wisllei Salomão informou que o suspeito principal aproveitou-se de um sistema de prescrição aberto em nome de médicos para solicitar o medicamento.

Constatamos que um técnico de enfermagem aproveitou que o sistema estava aberto, logado em nome de médicos, e, em ao menos duas ocasiões, receitou o medicamento, foi até a farmácia, pegou o medicamento, o preparou, escondeu a seringa no jaleco e a aplicou em três vítimas”, detalhou o delegado.

Sobre uma das técnicas, Salomão afirmou: “Uma delas o auxiliou a buscar essa medicação na farmácia e também estava presente no momento em que o medicamento foi ministrado”.

Ainda, o delegado revelou um detalhe agravante em um dos homicídios. “Quando o medicamento acabou, ele pegou um desinfetante [...] o colocou no copinho plástico, sugou o desinfetante numa seringa e injetou por mais de dez vezes em uma das pacientes”.

As vítimas foram identificadas como uma professora aposentada de 75 anos, um servidor público de 63 anos e um homem de 33 anos. “Eles foram mortos pela ação de quem deveria estar cuidando deles”, declarou Salomão.

As prisões temporárias, de 30 dias, ocorreram em duas fases. Primeiramente duas pessoas foram detidas no dia 11 de janeiro e a terceira no dia 15 do mesmo mês. A polícia cumpriu mandados de busca em endereços de Taguatinga, Brazlândia, Ceilândia, Samambaia e Águas Lindas de Goiás. Assim, dispositivos eletrônicos de uma das técnicas foram apreendidos.

A investigação agora busca verificar se os suspeitos cometeram crimes semelhantes em outros hospitais onde trabalharam. “A gente vai identificar se outras pessoas contribuíram para esse crime”, finalizou o delegado.

Hospital acionou a polícia

Em nota ao Portal iG, o Hospital Anchieta informou que identificou “circunstâncias atípicas” nas mortes, demitiu os funcionários e foi quem apresentou a queixa à polícia após concluir uma investigação interna.

Em menos de 20 dias, a investigação célere e rigorosa [do comitê] resultou na identificação de evidências envolvendo os ex-técnicos de enfermagem”, disse a instituição, que afirmou colaborar com as autoridades e ter entrado em contato com as famílias.

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