
O delegado Maurício Iacozzilli, da Coordenação de Repressão a Homicídios e de Proteção à Pessoa do Distrito Federal, afirmou que a principal linha de investigação aponta, até o momento, que o técnico de enfermagem suspeito de envolvimento em três mortes no Hospital Anchieta, em Taguatinga (DF), teria cometido os crimes por prazer e apresenta perfil compatível com o de um psicopata.
Os três são investigados pelas mortes de Marcos Raymundo Fernandes Moreira, de 33 anos, João Clemente Pereira, de 63, e Miranilde Pereira da Silva, de 75. A Polícia Civil, no entanto, acredita que pode haver outras mortes relacionadas ao grupo.
“Até agora, essa é a hipótese mais forte. Os investigadores apuram se o principal suspeito pode ter manipulado os outros dois técnicos para auxiliá-lo nos crimes. Uma delas estava em treinamento, tinha 22 anos e estava no primeiro emprego. A outra era amiga do suspeito havia muitos anos”, afirmou o delegado.
Segundo a polícia, imagens do circuito interno do hospital mostram que as duas acompanharam a preparação e a aplicação do medicamento. Em um dos casos, uma das técnicas teria permanecido no quarto observando a aplicação, sem intervir. Em outro episódio, a outra investigada, que atuava em um setor diferente, aparece dando cobertura, observando a porta enquanto o medicamento era aplicado.