
Nas redes sociais, o ministro da Educação, Abraham Weintraub, comparou o ato a ações do regime nazista, responsável pela morte de milhões de pessoas. Recentemente, Weintraub foi flagrado pedindo a prisão de ministros do STF durante reunião ministerial do dia 22 de abril, cujo conteúdo foi tornado pública por decisão judicial na semana passada.
Sobre os mandatos de busca e apreensão na casa de bolsonaristas nesta quarta-feira, 27, Weintraub disse que o dia de hoje será lembrado como a "Noite dos Cristais Brasileira", que marcou um período de agressões contra os judeus em 1938. "Hoje foi o dia da infâmia, VERGONHA NACIONAL, e será lembrado como a Noite dos Cristais brasileira. Profanaram nossos lares e estão nos sufocando. Sabem o que a grande imprensa oligarca/socialista dirá? SIEG HEIL!", escreveu Weintraub em uma rede social. A expressão Sieg Heil é uma saudação nazista que significa "salve a vitória" ou "viva a vitória", usada frequentemente com a saudação de Adolf Hitler.
O secretário especial da comunicação da Presidência, Fabio Wajngarten, também criticou a operação e voltou seus ataques para veículos da mídia tradicional. "Alguns jornalistas e apoiadores tiveram seus equipamentos de trabalho apreendidos por decisão judicial e não poderão mais veicular, com liberdade de expressão, suas opiniões. Enquanto isso, alguns veículos continuam produzindo fake news diariamente sem serem perturbados", declarou Wajngarten.
Entre os alvos da operação desta quarta estão Luciano Hang, dono da Havan, e Edgar Gomes Corona, da rede de academias Smart Fit, o blogueiro Allan dos Santos, do blog Terça Livre e a bolsonarista Sara Winter. Para Moraes, eles são suspeitos de fazerem parte de um esquema para disseminar notícias falsas e ofensas contra autoridades e instituições, entre elas o próprio STF. Deputados foram citados e deverão prestar depoimentos.