
A medida tira o comando da área de segurança pública do governador Ibaneis Rocha (MDB) e coloca as polícias e o Corpo de Bombeiros do Distrito Federal sob o controle da União. PUBLICIDADE .
O interventor escolhido foi um civil: o secretário-executivo do Ministério da Justiça, Ricardo Capelli. O anúncio de intervenção foi feito quase três horas e meia após a invasão. O presidente estava em Araraquara, no interior de São Paulo, onde foi acompanhar as áreas atingidas por fortes chuvas. Ele disse que pretende voltar a Brasília e visitar as instalações atingidas pelos terroristas. Visivelmente irritado, Lula prometeu punições severas para financiadores, participantes e autoridades envolvidas na convocação, organização e realização dos atos.
O que acontece agora? O presidente sinalizou com as seguintes providências para os próximos meses: O interventor nomeado pelo governo Lula assume o comando da segurança do DF. Investigar a conduta de policiais que tenham sido lenientes com a invasão da sede dos poderes, expulsando da corporação os culpados.
Buscar a responsabilização penal do ex-presidente Jair Bolsonaro e de seus aliados que estimularam ataques contra o Congresso e o STF ao longo dos últimos anos. Cortar a rede de financiamento de atos golpistas, inclusive dos acampamentos à frente dos quartéis.
O presidente também demonstrou insatisfação com o governo do Distrito Federal. Afirmou que as autoridades da área de segurança pública tiveram "incompetência, má vontade ou má-fé" e lembrou do quebra-quebra no dia de sua diplomação, com a tentativa de invasão da sede da Polícia Federal. Disse também que o agora ex-secretário de Segurança Pública do DF Anderson Torres, "sempre foi conivente" com os atos golpistas —inclusive quando era ministro da Justiça de Bolsonaro. A prisão de Torres foi pedida ao STF pela AGU.