
MPT (Ministério Público do Trabalho) resgatou 32 homens em trabalho análogo à escravidão em uma fazenda terceirizada que fornecia cana à marca de açúcar Caravelas no interior de São Paulo.
O que aconteceu Aliciados em Minas, os trabalhadores foram levados em 7 de janeiro para o interior de São Paulo. Eles viviam em condições degradantes, contraindo dívidas e sem receber salário, segundo o MPT. O resgate ocorreu em 26 de janeiro no canavial da R Pereira Coelho Serviços e Plantio, na zona rural de Pirangi. O dono nega irregularidade. Tanto a RPC (nome fantasia) quanto a Colombo Agroindústria S/A, dona da Caravelas, assinaram uma TAC (Termo de Ajuste de Conduta). Eles pagaram as verbas trabalhistas e o retorno dos trabalhadores a Minas, onde foram aliciados.
Procurado, o dono da RPC, Rodrigo Pereira Coelho, afirmou que "não foi constatado trabalho análogo à escravidão. "Simplesmente não contestamos os representantes da Justiça que vieram fiscalizar."
"Cumprimos todas as exigências que nos fizeram e nada mais temos a acrescentar", complementou. Já a Caravelas negou responsabilidade em nota oficial. Tão logo teve conhecimento dos fatos a empresa adotou todas as medidas necessárias de apoio ao trabalho desenvolvido pelo Ministério Público bem como cobrou imediatas providências da empresa contratada.".